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Estimado amigo
Como você bem sabe, diferente dos ativistas gays que recebem MUITO dinheiro do governo para suas muitas atividades, eu não recebo recurso algum do governo, nem de outras entidades. É claro que no caso dos ativistas homossexuais, o dinheiro que recebem na verdade não vem do governo, pois o governo nenhum dinheiro tem. O dinheiro vem de você. Vem do seu bolso. O governo toma (rouba, assalta, mediante impostos iníquos) o seu dinheiro para entregar aos ativistas. Assim, quer queiramos ou não, somos forçados a contribuir para o movimento homossexual. O governo força o povo brasileiro a sustentar paradas gays e a doutrinação homossexual das crianças nas escolas.
Entretanto. graças a Deus meu blog não faz parte da rede de exploradores que vive à custa da pilhagem do povo mediante impostos.
Gasto muito tempo preparando e escrevendo artigos ou traduzindo textos do exterior para postar neste blog. Meu blog e todas as suas mensagens são minha contribuição voluntária e meu sacrifício pessoal para ajudar a informar você.
Se desejar apoiar este trabalho de forma espiritual, ore pelo autor e seus esforços de escrever e divulgar artigos de esclarecimento. A oração é sempre a ajuda mais importante.
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seal[1]A PICARETAGEM RELIGIOSA

Que a televisão brasileira tem poucas coisas boas hoje isto é inegável, mas em matéria de porcaria os programas “rotulados de evangélicos” dão um banho em qualquer outra programação. Pouquíssimos se salvam desta sujeira religiosa. A depravação da fé é um absurdo sem precedentes na história do cristianismo, com a comercialização sendo feita sem escrúpulos a qualquer hora do dia ou da noite, onde os produtos pirateados do inferno dominam as prateleiras da ganância religiosa. Ao invés de recomendarem a leitura “racional da Bíblia” os picaretas inventam suas teologias pífias e heréticas e querem empurrar para cima do povo a qualquer custo; fazem pacotes promocionais que só enganam os incautos já que tais descontos são apenas fantasias e estratégias de marketing; ofertas(?) com descontos nunca vistos e vai por ai afora. Para a Bíblia inventaram várias versões entre elas a “Bíblia de Batalha Espiritual e Vitória Financeira”! São absurdos descabidos para alguém que afirma ter alguma relação com o cristianismo.

O “Pastor”, o “Bispo”, o “Apóstolo”, o “Missionário”, todos fazem ginásticas psicológicas que alienam os telespectadores. Foi Jesus quem mandou tem que pagar em dia, do contrário tá no inferno aquele que negar. E pague logo porque vale à pena, é prosperidade garantida. É muito triste contemplar a cena desses lobos roubando a multidão, trapaceiros pastoreando não a alma, mas o bolso de povão, falsos profetas no meio da massa onde no comércio da fé Jesus não passa de um produto vendido à prestação.

O primeiro camarada da IIGD – Igreja Internacional da Graça de Deus – um picareta a serviço do inimigo que usa o nome artístico, Romildo Rodrigues Soares, vulgo R.R. Soares, vem com o “SHOW DA FÉ”, prá mim “SHOW DA MÁ FÉ”, nome sugestivo para programas perpetrados e idealizados pelo Diabo, não para qualquer coisa ligada à religião. A fé não dá “show” ou “espetáculo”, dá “TESTEMUNHO”, é isto mesmo meu irmão. Show é com satanás, no entanto tem muita gente embarcando nesta canoa furada pensando que está agradando a Deus. Coitados, não enxergam, por causa da miopia espiritual, que estão sendo lesados no bolso e na fé. Os homens exploradores e aproveitadores, transvestidos de “servos de Deus” aproveitando a frustração do povo, o sofrimento e a desgraça alheia inventam nomes para venderem de tudo. No “Show da Má-Fé”, um programa de qualidade duvidosa em todos os sentidos, o que se ouve é: ajude o “missionário(?)”, compre o CD, compre e leia o Livro da Prosperidade, Passe o Dinheiro ou Deposite em uma das agências do Bradesco… Mal sabem os que consomem estes produtos que apenas estão sustentado as “mordomias” dos piratas religiosos que encontraram na religião uma forma fácil de enriquecerem. Só lembrando, nenhum servo de Deus no passado participou de trapaças desta natureza ou jamais fizeram da fé um show para atrair multidões.

Gostaria muito que alguém entendido nas “Escrituras” me mostrasse na “Bíblia” onde encontramos as palavras “SHOW”, “ESPETÁCULO” e “SUCESSO”, assim eu poderei mudar os meus conceitos sobre estes artistas de picadeiro que fizeram da igreja um grande circo onde os palhaços ficam, não no palco, mas na platéia, sendo enganados e iludidos pelas falsas promessas dos donos da companhia de espetáculos. São os “SUPER HOMENS”, heróis dos desesperados que não medem esforços para alcançar o bolso do povão, e para isto vale qualquer coisa. Não são mais “Três Mosqueteiros”, mas milhares espalhados pelo Brasil afora.

Tem um segundo sujeito da IMPD – Igreja Mundial do Poder de Deus – que vive do suor, melhor, de curar usando o poder da sua sudorese. Ali a falta de higiene é total isto sem falar na falta de educação e na grosseria do camarada. O tal “Apóstolo Valdomiro Santiago” é uma vergonha, um desrespeito aos ensinos de Jesus que, aliás, é usado vergonhosamente para fundamentar as suas artes teatrais. A encenação é ridícula digna dos piores programas de humor da televisão. O mais triste é notar que a multidão gosta e até aplaude o tal Apóstolo(?) pelas suas artimanhas e pelas suas curas de dor de barriga, de dor de cabeça, dor de coluna, dor de perna… Cegueira, mudez, ressurreição de defunto, paralítico atrofiado, deficiência mental, isto nem pensar! O forte dele é orar no monte com um monte de iludidos.

Tem muito dinheiro sendo jogado fora, nas fossas da religião moderna, são milhões em dinheiro que poderiam ser racionalmente investidos na verdadeira pregação do Evangelho. A podridão religiosa exala um odor fétidico; a estrada da fé esta pavimentada pelos cadáveres evangélicos e os abutres proféticos aguardam apenas o momento para atacarem uma vez que vivem e alimentam da carniça espiritual do povo. Os “mágicos cristãos”, para mim “charlatões”, a cada dia surgem com novidade nos seus números de acrobacias religiosas na esperteza de convencer o publico de suas habilidades ilusionistas, deixando a platéia, muitas vezes espantadas, com a capacidade de suas trapaças.

Os Bispos da IURD – Universal do Reino do Edir Macedo – não poderiam ficar de fora, ali a coisa é brava, naquele terreiro o Diabo deita e rola. O “Descarrego” é o carro chefe e atrás vem “Óleo Benzido”, a “Rosa Consagrada”, o “Nó na Camisa Preta”, Copo com Água do Rio Tietê e mais uma infinidade de picaretagem para ludibriar o povo. O pior é que o povo gosta e vive de ilusões, principalmente em se tratando de fé!

Tem muito crente frouxo cedendo às artimanhas malignas destes heréticos achando tudo muito natural, pois pensam estar agindo em nome de Deus. É uma vergonha ver pessoas contribuindo com até o que não podem para sustentar as mordomias e as mentiras pregadas por estes camaradas. Mal sabem que estes pregoeiros estão sim a serviço de suas “EMPRESAS” religiosas e de seus negócios pessoais. No mercado da fé os olhos estão voltados para os empreendimentos humanos regados a mordomias e a lucros exorbitantes às custas do sofrimento e da desgraça alheia. Só não vê quem não quer!

A religião chegou ao fundo do poço apoiada, por um povo vazio na vida espiritual que acha que tudo que estão fazendo tem a aprovação de Deus. Os cristãos estão “tomando emprestado” ou se “apropriando” de práticas de outras religiões numa afinidade promíscua com o inferno e suas táticas de destruição da crença. É triste var que muitas pessoas humildes estão sendo literalmente enganadas por esta corja de “mercenários da fé” sem serem incomodados ou questionados nas suas práticas delituosas no trato com a fé e com os sentimentos da população. O sensacionalismo barato, a exposição indecorosa de vidas privadas e a falsidade estão mutilando espiritualmente as pessoas incapacitando-as de pensar o de perceberem o engano a que estão sendo submetidas.

A minha oração é para que Deus levante homens segundo o seu coração, que tenham coragem bastante para combaterem estas atrocidades cometidas contra a fé de um povo que precisa conhecer de fato o que significa servir a Deus na sua profundidade. Que o culto seja de fato racional, de sacrifício vivo, santo e “agradável” a Deus.

“Tenha cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos deste mundo, e não segundo Cristo”
Colossenses 2 : 8

OLHO VIVO disse…
MILAGRE E MILAGRES
A PICARETAGEM RELIGIOSA

O primeiro ponto a observarmos nesta questão dos milagres é em que circunstâncias eles aconteceram? Invariavelmente todos os milagres descritos nas Escrituras foram resultados de momentos na vida daqueles que foram INSTRUMENTOS para que os mesmos acontecessem, inclusive Jesus. Em momento algum se propagou ou se divulgou, como se faz hoje, que este ou aquele ia passar ou estar em tal lugar e que em estando ali haveria sinais de curas e milagres, isto está muito claro nas Escrituras. Outra coisa é quer os homens de Deus, incluindo o próprio Jesus, eram muito reservados quanto a esta prática de curas e milagres, até porque sabia-se que isto poderia se transformar, como aconteceu de fato, numa industria e numa mina de dinheiro e de ESCÂNDALOS. Os milagres nos tempos apostólicos eram realizados através de pessoas SÓBRIAS e comprometidas com o Evangelho, que viviam em função dele EVANGELHO e não de patrocinar entidade, igrejas ou agremiações. Também não era usado para desmoralizar a concorrência ou para demonstração de poder ou de superioridade. Outro fato interessante é que os milagres não se resumiam a isto ou aquilo, curava-se enfermidades, restaurava-se o físico, mas tudo dentro de critérios que de fato pudessem dar sustentação aos acontecimentos. Assim, Jesus usou o lodo para dar vista ao cego, a água para transformá-la em vinho e até um morto para ser ressuscitado. Outro fato a considerar é que jamais um demônio foi se manifestar dentro de um templo, coisa que hoje é comum daí se imaginar que há algo errado nas igrejas uma vez que até nos terreiro a sua manifestação é rara. Eu poderia ir mais longe, mas fico por aqui.

Segundo, como precederam e como se deu depois de serem consumados? Invariavelmente todos os milagres relatados nas Escrituras precederam da necessidade da manifestação real do poder de Deus para que o povo pudesse crer naquilo que ouviam. Havia todo o cuidado para que aquilo não se transformasse em um espetáculo nem tão pouco a paciente fosse exposto ao ridículo como ocorre hoje. Na realidade hoje os curandeiros vivem de mostrar as suas proezas como forma de demonstrarem abertamente quem é o mais poderoso, qual a igreja contabiliza o maior numero de prodígios, qual a igreja tem o milagre mais cabeludo e vai por aí. A linha não muda, todos sem exceção, exploram com irracionalidade a boa fé do povo. Outra coisa é que os favorecidos por um milagre tinham a recomendação expressa de não fazerem qualquer propaganda daquilo que haviam recebido como graça de Deus. Mas o que se vê hoje é uma indústria de propagandas imoral que visa exclusivamente atrair o povo para ser extorquido dentro das igrejas. A questão fundamental que é a salvação da alma e a conscientização da condição de pecador foi abolida destas igrejas, se é que podemos classificá-las como tal, dando espaço para uma espiritualidade triunfalista baseada na irracionalidade de se procurar Deus pelo que ele pode oferecer e não pelo que ele é.

Creio em milagres sim, e sou um deles. Há tempos atrás, caí do telhado da igreja numa altura aproximada de 5,0 metros e para a medicina convencional eu seria parte das estatísticas, mas Deus não permitiu isto e depois de alguns dias ele me levantou do leito hospitalar, fato que deixou os médicos e os que me acompanhavam perplexos. Recentemente estive em um leito hospitalar, com septicemia, desenganado pela medicina aguardando somente o momento de partir, no entanto Deus agiu em meu favor e hoje estou aqui contrariando TODAS as previsões da medicina. Nem por isto eu fui para a minha igreja fazer propaganda do que ocorreu e mesmo assim a sociedade não deixou de saber que eu creio em um Deus que tudo pode.

O que há de fato é uma CONCORRÊNCIA IMORAL E IRRACINAL entre os que vivem desta prática absurda na intenção clara e declarada de promoverem o crescimento de seus grupos religiosos através da exploração da indústria dos milagres. Isto fica ainda mais evidente quando nos programas televisivos o tempo todo é gasto com propagandas de milagres e curas mal explicadas. Nenhum dos seguidores desta doutrina sequer mencionam o céu como objetivo do ser humano, pecado nem pensar o que evidencia que a salvação se resume a ser curado de uma doença qualquer e pronto.

Não encontramos na Bíblia ninguém gritando, dando ordem para Deus, ou fazendo milagres por atacado. Também não encontramos nenhum relato de servos de Deus afirmando que fez ou faz qualquer coisa, os fatos aconteciam naturalmente sem estardalhaço e sem propaganda.

Milagres hão de ser conseqüência e não objetivo na vida espiritual. Antes de qualquer coisa há de se preocupar com a alma e não com o físico, até porque este corpo vai para a sepultura e não para o céu.
Carlos Roberto Martins de Souza
crms1casa@hotmail.com
leu leutraix assina embaixo

seal[1]Alexandre Mansur e Luciana Vicária

SUPERSTIÇÃO Oliveira participa de sessões
de descarrego quase toda semana. ‘A reza da
Universal é mais forte’, diz
Ainda que impressionem à primeira vista, os transes testemunhados nos templos e nas TVs da Igreja Universal recorrem a truques conhecidos. A começar por uma mensagem sedutora: o pastor diz que o fiel é uma boa pessoa e todo o mal que ele faz ou sofre é causado por um espírito maligno. Quem vive dramas insuperáveis se entrega facilmente à fantasia.

‘As pessoas são sugestionadas pela voz autoritária do pastor até atingirem uma espécie de estado hipnótico’, diz a psicóloga paulista Denise Ramos. A repetição das orações em voz alta, de olhos fechados, conhecida pela medicina como respiração holotrópica, produz um fenômeno de superoxigenação no cérebro. O resultado é um rebaixamento dos níveis de consciência. Quem está no meio de um agrupamento tomado pela euforia tende a se deixar contaminar pela emoção. Há um mecanismo do sistema límbico do cérebro, o mais básico da área nervosa, que induz a pessoa a se comportar segundo as atitudes da multidão que a cerca. ‘É por isso que choramos em comícios ao ouvir o Hino Nacional’, compara Denise Ramos.

A gritaria dos milhares de fiéis que participam das sessões de descarrego contagia quem está lá carregando conflitos psicológicos. ‘O povão não tem acesso à psicanálise. As pessoas procuram esses cultos populares para aplacar seu inferno interior’, diz o pastor Mozart Noronha, da Igreja Luterana do Brasil. Pastores e seus auxiliares, chamados de obreiros, aprendem a induzir o transe. ‘Quando a pessoa está tonta, fica mais aberta para manifestar os demônios’, diz a obreira Aparecida Santos, ex-fiel da Igreja Universal, atualmente na Igreja Internacional da Graça de Deus. Ela ä costuma pôr a mão na cabeça dos fiéis e fazê-la rodar. Outro recurso que funciona é tocar músicas altas no teclado, com acordes bem tenebrosos. ‘Porque o demônio não gosta de silêncio’, explica a obreira. Aparecida aprendeu as técnicas do exorcismo na Universal, onde passou cinco anos como auxiliar de pastores. Está convencida de que as cenas na igreja são manifestações reais de entidades do mal. ‘O diabo está lá mesmo’, afirma. Só discorda dos métodos de sua ex-igreja. ‘A Universal expõe muito a privacidade da pessoa.’ Nos cultos dos quais participa hoje, Aparecida identifica quem está possesso e o encaminha a um canto da igreja.

A Igreja Católica vê as aparições de diabos e semelhantes nos cultos neopentecostais como fraude grosseira. ‘É como se fosse um show em que os pastores exibem o diabo subjugado como se fosse um animal na jaula’, diz o padre Cleodon de Lima, de 36 anos. ‘Se a intenção fosse curar a pessoa, não precisaria mantê-la tanto tempo diante da platéia, sendo ridicularizada.’ Até o século XIX, crises histéricas ou casos de dupla personalidade eram interpretados por padres católicos como possessões demoníacas. Com o avanço da ciência, varreu-se o obscurantismo. Na década de 60, o Concílio Vaticano II decretou que apenas alguns sacerdotes, nomeados pela Igreja, poderiam expulsar demônios. Para regulamentar os rituais quase clandestinos, o papa lançou em 2000 um manual oficial de exorcismo. Fez questão de destacar que casos suspeitos devem ser encaminhados primeiro a um psiquiatra.
O MISSIONÁRIO Presente em quatro canais da
TVaberta, R.R. Soares evitamostrar exorcismos.
Seus programas sãomaisleves, com pregações
e depoimentos

As igrejas evangélicas tradicionais se constrangem com o espetáculo das neopentecostais. ‘A mesma cultura do medo que enche os filmes de terror no cinema também funciona para lotar as igrejas’, compara o pastor luterano Mozart. Os religiosos criticam a obsessão da Universal pelos atos do demônio e a acusam de deixar Deus em segundo plano. ‘A Bíblia diz que Jesus até expulsou alguns demônios, mas nunca fez disso seu ministério’, afirma o pastor Israel Belo de Azevedo, reitor do Seminário Teológico Batista. Muitos evangélicos tampouco acreditam que a presença satânica seja corriqueira como prega a Universal. ‘O diabo não fica roubando o marido de umas pessoas ou o emprego de outras’, ironiza o pastor Ariovaldo Ramos, da Associação Evangélica Brasileira. Boa parte dos freqüentadores da Universal já recorreu a tendas de umbanda ou centros espíritas, onde conheceu o mundo dos transes e das incorporações. Curiosamente, a Universal buscou inspiração nas religiões afro-brasileiras para apimentar seus cultos. Edir Macedo, que foi umbandista, adaptou os rituais do terreiro. Os gestos no descarrego copiam a coreografia dos incorporados em tendas. Os demônios que os pastores combatem e exorcizam confundem-se com as entidades da umbanda, como Zé Pelintra, Pomba-Gira ou Tranca-Ruas. Os objetos mágicos oferecidos também foram retirados dos terreiros (leia o quadro na pág. 74). Arruda com sal grosso são usados para espantar mau-olhado. Alguns pastores adotam o branco, reproduzindo a vestimenta dos pais-de-santo. ‘São elementos estranhos ao cristianismo’, diz o pesquisador Leonildo Campos, da Universidade Metodista de São Paulo. ‘A Universal se aproximou tanto da umbanda que precisa mover uma cruzada contra as religiões afro-brasileiras para se diferenciar’, afirma. Mesmo para quem freqüenta os terreiros, a apropriação é esdrúxula. ‘Em vez de afastar os demônios, a encenação acaba atraindo-os’, acredita a terapeuta holística Joelma Rodrigues, de 33 anos, que até os 12 era fiel da Assembléia de Deus e hoje é umbandista.
O teatro da possessão demoníaca é eficiente também porque é divertido. O paulistano Eduardo Oliveira, de 28 anos, tornou-se figura conhecida no palco da Catedral da Fé, megatemplo da Igreja Universal. Incorpora encostos e demônios quase toda semana. ‘Não tenho culpa, sou mais sensível que os outros e me entrego com mais facilidade’, explica. Oliveira foi batizado na Igreja Católica. Há pouco mais de um ano, abalado pela perda do emprego e pelo fim de um antigo namoro, foi atraído por um programa de TV da Igreja Universal. ‘Já experimentei outras ä igrejas, mas, em matéria de libertação, não existe melhor que a Universal: a reza é forte e específica.’ Oliveira fecha os olhos, une e aperta as mãos contra o peito. Começa a rezar em voz alta. Um obreiro atento aos fiéis mais exaltados se aproxima. ‘Eu ordeno, se manifeste’, diz o obreiro, fazendo movimentos circulares com a cabeça do fiel. Oliveira se joga no chão e começa a se debater. ‘Minha perna fica bamba, meus braços amolecem, quando dou por mim estou no altar’, diz.

Na guerra aos encostos, os pastores da Universal pegam carona no trabalho catequizador da própria Igreja Católica brasileira, que durante séculos trabalhou para associar as religiões africanas trazidas pelos escravos a práticas abomináveis de magia negra. Agora isso está enraizado no imaginário popular nacional, que tem uma relação ambígua com essas tradições africanas. Ao apelar para essa velha briga, Edir Macedo retoma a retórica dos anos 70, quando fundou sua igreja. É um reposicionamento do líder neopentecostal desde a malsucedida empreitada contra os católicos, na década de 90. Quando o bispo Sérgio Von Helde, da Universal, chutou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, em 1995, as críticas vieram dos próprios fiéis de Macedo. Afinal, 70% deles convivem bem com o catolicismo, segundo uma pesquisa do Iser. O mesmo estudo mostra que 90% dos pentecostais associam as religiões afro-brasileiras ao demônio. ‘Vemos um exército evangélico atacando de forma sistemática comunidades afro-brasileiras, que nem têm como se defender’, aponta a pesquisadora Mariza Soares, da Universidade Federal Fluminense.

EXPOSIÇÃO Os fiéis não podem ser
ridicularizados, diz o padre Cleodon,
ex-evangélico

O apelo do demônio é forte porque atende a uma grande camada da população que vive imersa em superstições. O neopentecostalismo se desenvolve nos extratos mais pobres da população. Pesquisas revelam que um terço dos fiéis sobrevive com menos de dois salários mínimos, 68% não passaram do ensino fundamental e um em cada dez é analfabeto. Em geral, acreditam em magia negra e forças ocultas. ‘O povo acha que o demônio está por aí, agindo através dos incautos’, diz a antropóloga Regina Novaes, do Iser.

Jogar a culpa por tudo que há de errado no demônio é uma solução confortável para quem busca alívio nos cultos. As conseqüências podem ser perigosas. ‘A pessoa sai da igreja acreditando que não tem responsabilidade moral pelos erros que comete’, diz o pastor evangélico Ariovaldo Ramos. O crente também fica convencido de que possui uma personalidade frágil e influenciável. ‘Ele está pronto para ser manipulado por qualquer líder espiritual que se apresente como solução. Escapa dos vícios para virar escravo desses pregadores’, acusa.

O TEATRO DA POSSESSÃO
Como os pastores empregam técnicas e truques para induzir o fiel a entrar em transe nas sessões de exorcismo

TRILHA SONORA
O tecladista executa melodias leves nos momentos de alusão a bênçãos divinas. Mas, quando o pastor menciona as ações do demônio e de espíritos malignos, ouve-se uma sucessão de acordes pesados, que lembram filmes de terror

ILUMINAÇÃO
Em alguns cultos realizados à noite, os pastores apagam as luzes principais da igreja. Envoltos na penumbra, os fiéis ficam mais sugestionáveis. Os pastores também pedem às pessoas que fechem os olhos

ROTEIRO
Para evocar os demônios, os pastores fazem orações repetitivas. A mente humana tende a aceitar como verdadeiras as frases proferidas sucessivamente, em tom de autoridade e num ambiente emocional

COREOGRAFIA
Os obreiros apertam e balançam a cabeça ou o corpo do fiel em movimentos circulares. A tontura e a falta de apoio no chão são fatores que induzem o transe

FIGURAÇÃO
O burburinho das pessoas rezando e gritando rebaixa os níveis de consciência de fiéis suscetíveis. Quem está no meio de uma multidão é influenciado pelas emoções dos indivíduos ao redor

ADEREÇOS
As igrejas usam símbolos que tocam as emoções dos fiéis. Os pastores incentivam-nos a trazer objetos de valor emotivo como fotografias de parentes, currículos impressos e carteira de trabalho para ser abençoados

SONOPLASTIA
Em algumas igrejas, junto com a música, são reproduzidas gravações de gritos e sons de assombração. Esses ruídos estimulam o inconsciente das pessoas em transe a considerar real aquela manifestação
Objetos mágicos que embalam as ’sessões de descarrego’

Para apimentar os cultos de exorcismo, os pastores da Universal distribuem objetos com supostos poderes. Para consegui-los, o fiel vai ao altar e promete fazer ofertas generosas.
PEDRAS Não é só com reza que se atacam encostos. Os fiéis recebem pedras para jogar em Golias, boneco gigante que ocupa o altar da Catedral da Fé, em São Paulo
LIMPEZA Sabonete de arruda é a promessa do pastor para livrar o corpo de impurezas. O suvenir é distribuído no ritual de descarrego
ÓLEO O frasco com azeite bento é agitado para afastar ‘maus-olhados’
PROTEÇÃO O sal, que vem em pratos plásticos, é usado para ‘purificar’ o local de trabalho e o lar
DÍZIMO Fiéis pegam o envelope vazio e têm de devolvê-lo cheio na semana seguinte. Exigem-se pelo menos R$ 30 por mês
Alexandre Mansur e Luciana Vicária

Como a psicanálise e a antropologia desvendaram os mecanismos que alimentam as possessões

Transes religiosos são registrados desde a Grécia antiga, quando sacerdotisas diziam receber espíritos em rituais inspirados por música e vinho. Mas essas manifestações só começaram a ser desvendadas pela ciência no fim do século XIX, com o surgimento dos primeiros estudos em psicologia. Em 1862, o neurologista francês Jean-Martin Charcot (1825-1893) instalou-se no Hospital Salpêtrière, em Paris, convencido de que as visões de espíritos vivenciadas por alguns pacientes eram causadas por males do sistema nervoso. Para tratá-los, aperfeiçoou a técnica de induzir a pessoa ao estado de transe por meio de hipnose. Os recursos empregados, baseados na repetição de luzes ou sons, desmontaram a aura sobrenatural que cercava as possessões. Um de seus alunos, Sigmund Freud, também se interessou pela hipnose. Mas foi o suíço Carl Jung quem se dedicou a teorizar de onde vêm os ‘maus espíritos’ que atormentam as pessoas. Segundo ele, essas figuras aterrorizantes são imagens gravadas coletivamente na mente humana. Batizados de arquétipos, acompanham a humanidade há milhares de anos. ‘O diabo, que os fiéis da Universal acreditam incorporar, é uma dessas imagens e representa forças destrutivas dentro da própria pessoa’, diz a psicanalista Aurea Roitman. ‘Já o chifre e o rabo são adereços acrescentados pelo imaginário cristão.’

Enquanto os fundadores da psicologia descreveram como se induz um transe, foram os antropólogos que teorizaram sobre a função das possessões e dos exorcismos. Os missionários religiosos e médicos que viajaram para a África ou investigaram territórios dominados pelos índios nas Américas ficaram fascinados pelas cerimônias dirigidas para que alguns participantes recebessem os espíritos. A partir dessas narrativas, o filósofo francês Emile Durkheim (1858-1917), um dos fundadores da sociologia, foi um dos primeiros a teorizar sobre a função dos transes. Analisou em 1912 o papel do descarrego primitivo para garantir a unidade da tribo. ‘Os exorcismos têm a função de provar a existência de um agente sobrenatural capaz de punir os delinqüentes, por mais poderosos que sejam’, explica o antropólogo Scott Atran, da Universidade de Michigan.
leu leutraix

seal[1]De acordo com os estudos que tenho efetuado ao longo de anos, concluí que a Bíblia contém mais de duas mil contradições explícitas ou implícitas. Esta lista é somente uma pequena seleção. O grande problema dos que se dizem cristãos é que nunca LÊEM de fato o tal livro. São pessoas preguiçosas, que preferem ficar sentadas ouvindo o que os pastores, padres e outros “expertos” dizem. Mas nada melhor do que ler, investigar, comparar e depois concluir que a Bíblia nunca foi sagrada. Não é a Palavra de Deus, nem tem qualquer inspiração divina. Mas é tão somente uma coletânea de livros mal escritos, mal revisados, emendados, falsificados, deturpados e finalmente distribuído aos milhões para espalhar uma religião que se pulverizou aos milhares e que enriquece a uns poucos: seus líderes. Vide o Papa que tem uma cidade – o Vaticano – só para si e seus asceclas. No Brasil o império de Edir Macedo e tantos outros. Confira se tiver coragem ou vá orar para Jesus me converter. Duvido que ele esteja preocupado comigo. Ele deve estar cuidando de ajudar Edir Macedo a ficar mais e mais rico e os pobres coitados dos membros das igrejas, mais e mais pobres – esperando após a morte, a riqueza lá do céu. Grande consolo.

A Bíblia nos fala que toda a escritura foi inspirada por Deus (II Timóteo 3:16).
Mas em alguns trechos é negada a inspiração divina (I Coríntios 7:6;5:12) (II Coríntios 11:17).

Os Gigantes existiam antes da inundação (Gênesis 6:4).
Somente Noé, sua família, e os animais da Arca sobreviveram à inundação (Gênesis 7:23).
Mesmo depois da Inundação os gigantes continuaram existindo (Números 13:33).

Deus diz para Noé que tudo o que se move e tem vida servirá de alimento para ele, e também toda a vegetação. Só não poderá comer da carne ainda com vida, ou seja, com sangue (Gênesis 9:3-4).
Deus diz que nem todos os animais podem ser consumidos (Deuteronômio 14:7-20).

Toda a terra tinha uma só língua e as mesmas palavras, até que Deus criou vários idiomas diferentes, fazendo com que ninguém entendesse um ao outro (Gênesis 11:1,6-9).
Anterior a isto, a Bíblia fala de diversas nações, cada um com sua própria língua (Gênesis 10:5).

Deus admitiu que Ele é a causa da surdez e da cegueira (Êxodo 4:11).
Contudo, Deus não aflige os homens por vontade própria (Lamentações 3:33).

Deus envia Moisés para o Egito resgatar os filhos de Israel (Êxodo 3:10. 4:19-23).
No caminho, Deus ameaçou Moisés de morte. Não proveu de explicação (Êxodo 4:24-26).

Deus mata todos os animais dos egípcios com uma forte pestilência. Nenhum sobreviveu a pestilência (Êxodo 9:3-6).
Deus mata todos os animais dos egípcios com uma chuva de granizo (Mas eles já não haviam morrido com a pestilência?) (Êxodo 9:19-21,25).

Deus não foi conhecido por Abraão, Isaac e Jacó pelo nome de Javé (Êxodo 6:2-3).
O nome do Senhor já era conhecido (Gênesis 4:26).

Deus proibe que seja feito a escultura de qualquer ser (Êxodo 20:4).
Deus ordenou a fabricação de estátuas de ouro (Êxodo 25:18).

Proibição do assassinato (Êxodo 20:13).
Deus manda Moisés matar todos os homens de Madiã (Números 31:7).

Proibição do roubo (Êxodo 20:15).
Deus manda roubar os egípcios (Êxodo 3:21-22).

Proibição da mentira (Êxodo 20:16)
Deus permite a mentira (I Reis 22:22)

Você tem que julgar o próximo com justiça (Leviticos 19:15).
Não julgue ninguém para não ser julgado (Mateus 7:1).

Deus jamais se arrepende (I Samuel 15:29).
Deus se arrepende (Gênese 6:6) (Êxodo 32:14) (I Samuel 15:11,35) (Jonas 3:10).

Deus não pode mentir (Números 23:19).
Deus deliberadamente enviou um “espírito” mentiroso (I Reis 22:20-30) (II Crônicas 18:19-22).
Deus faz pessoas acreditarem em mentiras (II Tessalonicenses 2:11-12).
O Senhor engana os profetas (Ezequiel 14:9).

Aarão morreu no monte Hor. Imediatamente depois disso, os israelitas foram para Salmona e Finon (Números 33:38).
Aarão morreu em Mosera. Depois disso, os isralelitas foram para Gadgad e Jetebata (Deuteronômio 10:6-7).
Deus diz a Moisés que Aarão morreu no monte Hor (Deuteronômio 32:50).

Nós temos que amar Deus (Deuteronômio 6:5) (Mateus 22:37).
Nós temos que temer Deus (Deuteronômio 6:13) (I Pedro 2:17).

Deus escreveu nas tábuas as dez palavras da aliança (Deuteronômio 10:1-2,4).
Deus ditou e Moisés escreveu (Êxodo 34:27-28).

Josué queimou a cidade de Hai e reduziu-a a um monte de ruínas para sempre (Josué 8:28).
Hai ainda existe como uma cidade (Neemias 7:32).

Josué destruiu totalmente os habitantes de Dabir (Josué 10:38-39).
Os habitantes de Dabir ainda existem (Josué 15:15).

Saul destruiu completamente os amalecitas (I Samuel 15:7-8,20).
David destruiu completamente os amalecitas (I Samuel 27:8-9).
Finalmente os amalecitas são mortos (I Crônicas 4:42-43).

Isaí teve sete filhos além de seu mais jovem, David (I Samuel 16:10.11).
David foi o sétimo filho (I Crônicas 2:15).

Saul tentou consultar o Senhor (I Samuel 28:6).
Saul nunca fez tal coisa (I Crônicas 10:13-14).

Saul cometeu suicídio (I Samuel 31:4-6) (I Crônicas 10:4-5).
Saul foi morto por um amalecita (II Samuel 1:8-10).
Saul foi morto pelos filisteus (II Samuel 21:12).

Davi tomou 1.700 cavaleiros de Adadezer (II Samuel 8:4).
Davi tomou 7.000 cavaleiros de Adadezer (I Crônicas 18:4).

Davi matou aos arameus 700 parelhas de cavalos e 40.000 cavaleiros (II Samuel 10:18).
Davi matou aos arameus 7.000 cavalos e 40.000 empregados (I Crônicas 19:18).

Israel dispõe de 800.000 homens aptos para manejar espadas, enquanto que Judá dispõe de 500.000 homens (II Samuel 24:9).
Israel dispõe de 1.100.000 homens aptos para manejar espadas, enquanto que Judá dispõe de 470.000 homens (I Crônicas 21:5).

Satã provocou Davi a fazer um censo de Israel (I Crônicas 21:1).
Deus sugeriu Davi a fazer um censo de Israel (II Samuel 24:1).

Davi pagou 50 siclos de prata por gados e pelo terreno (II Samuel 24:24).
Davi pagou 600 siclos de ouro pelo mesmo terreno (I Crônicas 21:25).

Rei Josias foi morto em Magedo. Seus servos o levam morto para Jerusalém (II Reis 23:29-30).
Rei Josias foi ferido em Magedo e pediu para seus servos o levarem para Jerusalém, onde veio a falecer (II Reis 23:29-30).

Foram levados 5 homens dentre os mais íntimos do rei (II Reis 25:19-20).
Foram levados 7 homens dentre os mais íntimos do rei (Jeremias 52:25-26).

São citados os nomes de 10 pessoas que vieram com Zorobabel (Esdras 2:2)
São citados os nomes de 11 pessoas que vieram com Zorobabel (Neemias 7:7)

(Esdras 2:3 & Neemias 7:8) Estas passagens pretendem mostrar a quantidade de pessoas que voltaram do cativeiro babilônico. Compare o número para cada família: 14 deles discordam.

A terra vai durar para sempre (Salmos 104:5) (Eclesiastes 1:4).
A terra perecerá (II Pedro 3:10) (Hebreus 1:10-11).

Deus fala a respeito de sacrifícios com os filhos de Israel libertos do egito (Levítico 1:1-9).
Deus nega que houvesse dito algo sobre sacrifícios naquela ocasião (Jeremias 7:22).

O filho não deve ser castigado pelo erro do pai, ou vice-versa (Deuteronômio 24:16) (Ezequiel 18:20) (II Crônicas 25:4).
Deus vinga a crueldade dos pais nos filhos até a quarta geração (Êxodo 20:5) (Deuteronômio 5:9).
Todos os homens são culpados pelo pecado de Adão. A culpa passou de pai para filhos por diversas gerações (Romanos 5:12).

Jesus foi filho de José, que o foi de Jacob (Mateus 1:16).
Jesus foi filho de José, que o foi de Heli (Lucas 3:23).

O pai de Salathiel foi Jeconias (Mateus 1:12).
O pai de Salathiel foi Neri (Lucas 3:27)

Abiud é filho de Zorobabel (Mateus 1:13).
Resa é filho de Zorobabel (Lucas 3:27).
São citados os nomes de todos os filhos de Zorobabel, mas nem Resa e nem Abiud estão entre eles (I Crônicas 3:19-20).

Jorão era o pai de Ozias que era o pai de Joathão (Mateus 1:8-9).
Jorão era o pai de Occozias, do qual nasceu Joás, que gerou Amazias, que foi pai de Azarias que, finalmente, gerou Joathão (I Crônicas 3:11-12).

Josias era o pai de Jeconias (Mateus 1:11).
Josias era o avô de Jeconias (I Crônicas 3:15-16).

Zorobabel era filho de Salathiel (Mateus 1:12) (Lucas 3:27).
Zorobabel era filho de Fadaia. Salathiel era tio dele (I Crônicas 3:17-19).

Sale era filho de Cainan, neto de Arfaxad e bisneto de Sem (Lucas 3:35-36).
Sale era filho de Arfaxad e neto de Sem (Gênese 11:11-12).

Ninguém jamais viu a Deus (João 1:18, 6:46) (I João 4:12).
Jacob viu Deus cara a cara (Gênesis 32:30).
Moisés e os anciões de Israel viram Deus (Êxodo 24:9-11).
Deus falou com Moisés cara a cara (Êxodo 33:11) (Deuteronômio 34:10).
Ezequiel viu Deus em uma visão (Ezequiel 1:27-28).

Jesus curou um leproso depois de visitar a casa de Pedro e Simão (Marcos 1:29,40-42).
Jesus curou o leproso antes de visitar a casa de Pedro e Simão (Mateus 8:2-3,14).

O Diabo levou Jesus primeiro ao topo do templo e depois para um lugar alto para ver todos os reinos do mundo (Mateus 4:5-8).
O Diabo levou Jesus primeiro para o lugar alto e depois para o topo do templo (Lucas 4:5-9).

Quem crê no filho de Deus tem vida eterna (João 3:36).
Quem ama a Deus e ao seu próximo tem vida eterna (Lucas 10:25-28).
Quem guarda os 10 mandamentos tem vida eterna (Mateus 19:16-17).

O sermão conteve 9 beatitudes (Mateus 5:3-11).
O sermão conteve 4 beatitudes (Lucas 6:20-22).

Jesus adquiriu Mateus como discípulo depois de acalmar a tempestade (Mateus 8:26).
Jesus adquiriu Mateus(Levi) como discípulo antes de ter acalmado a tempestade (Marcos 2:14, 4:39)
Obs: O contexto identifica Levi como outro nome para Mateus. Compare [Mateus 9:9-17] com [Marcos 2:14-22] e com [Lucas 5:27-39].

O centurião se aproximou de Jesus e pediu ajuda para um criado doente (Mateus 8:5-7).
O centurião não se aproximou de Jesus. Ele enviou amigos e os anciões dos judeus (Lucas 7:2-3,6-7).

Jairo pediu a Jesus que ajudasse a sua filha, que estava morrendo (Lucas 8:41-42).
Ele pediu para que Jesus salvasse a filha dele que já havia morrido (Mateus 9:18).

Jesus disse aos seus discípulos que deveriam andar calçados com sandálias (Marcos 6:8).
Jesus lhes disse que não deveriam andar descalços (Mateus 10:10).

Deus confiou o julgamento a Jesus (João 5:22) (João 5:27,30 8:26) (II Coríntios 5:10) (Atos 10:42).
Jesus, porém, disse que não julga ninguém (João 8:15,12:47).
Os santos hão de julgar o mundo (I Coríntios 6:2).

A transfiguração de Jesus ocorreu 6 dias após a sua profecia (Mateus 17:1-2).
A transfiguração ocorreu 8 dias após (Lucas 9:28-29).

A mãe de Tiago e João pediu a Jesus para que eles se assentassem ao seu lado no reino (Mateus 20:20-21).
Tiago e João fizeram o pedido, ao invés de sua mãe (Marcos 10:35-37).

Ao sair de Jericó, Jesus se encontrou com dois homens cegos (Mateus 20:29-30).
Ao sair de Jericó, Jesus se encontrou com somente um homem cego (Marcos 10:46-47).

Dois dos discípulos levaram uma jumenta e um jumentinho para Jesus da aldeia de Bethfagé (Mateus 21:2-7).
Eles levaram somente um jumentinho (Marcos 11:2-7).

Jesus amaldiçoou a árvore de figo depois de ter deixado o templo (Mateus 21:17-19).
Ele amaldiçoou a árvore antes de ter entrado no templo (Marcos 11:14-15,20)

Um dia após Jesus ter amaldiçoado a figueira, os discípulos notaram que ela havia secado (Marcos 11:14-15,20)
A figueira secou imediatamente após a maldição ser posta (Mateus 21:19).

Jesus disse que Zacarias era filho de Baraquias (Mateus 23:35).
Zacarias era filho de Joiada (II Crônicas 24:20-22).

Jesus manda amarmos uns aos outros (João 13:34-35).
Você não pode ser um discípulo de Jesus a menos que já tenha aborrecido seus pais, seus irmãos, seus filhos ou sua esposa (Lucas 14:26).

Vestiram Jesus com um manto carmesim (Mateus 27:28).
Vestiram Jesus com um manto púrpura (Marcos 25:17) (João 19:2).

Após Pedro ter negado Jesus, o galo cantou pela segunda vez (Marcos 14:30,57-72).
O galo só cantou uma vez (Lucas 22:34,60-61) (Mateus 26:34,69-74).

Profecias falhadas

Obs: As profecias serão mais bem entendidas se houver o devido acompanhamento das passagens bíblicas citadas.

Atos 18:9-10 Numa visão, Jesus garantiu à Paulo que ninguém ousaria fazer-lhe mal, enquanto ele continuasse pregando. Atos 21:20 uma multidão atacou Paulo; 23:2 os ajudantes do sumo sacerdote bateram nele; 24:27 Paulo foi aprisionado; 27:41-43 o navio onde ele estava naufragou.

Gênesis 15:18 Deus prometeu a Abrão (Abraão) que seus descendentes, os judeus, receberiam toda a terra desde o Rio do Egito (o Nilo) até o Rio Eufrates.
Josué 1:3-4 O território israelita se estenderá até o rio Eufrates.
Mas o território israelita nunca se estendeu até o Eufrates e é muito duvidoso que (dado as condições político-diplomáticas da atualidade) ele se estenda até mesmo para o Nilo.

Gênesis 17:3-8 Deus dá todo o país de Canaã para Abraão e seus descendentes, para habitarem-no para sempre. (Veja também: Gênesis 13:15, Êxodo 32:13) Canaã era a terra a oeste do Rio Jordão e o Mar Morto, entre essas águas e o Mediterrâneo, a região mais tarde chamada Palestina. Por um problema histórico, os Judeus não receberam toda Canaã para uma possessão perpétua. Revoltas dos Judeus contra Roma em 132-135 D.C. levaram ao seu dispersamento pelo mundo. Por 18 séculos turcos, persas e árabes ocuparam a Palestina. Os Judeus começaram a retornar em número significativo apenas em 1921, um pouco antes da criação do moderno estado de Israel em 1948.

Veja Atos 7:5 e Hebreus 11:13, que admitem que a promessa ou profecia de Deus, neste caso, falhou.

Salmos 89:3-4 Deus prometeu a Davi que sua linhagem real e seu trono durariam “de geração em geração”.
Salmos 89:35-37 Novamente Deus promete que a descendência de Davi será perpétua. Seu trono durará para sempre, como o sol e a lua.
Entretanto, depois de Zedekiah não houve rei Davidiano por 450 anos. A linhagem real foi finalmente restaurada com Aristobolus, da dinastia Hasmoneana, mas ela também acabou. De acordo com uma profecia do Novo Testamento, Jesus receberá o trono de Davi e reinará para sempre (Lucas 1:32-33), mas mesmo assim a linhagem real foi interrompida e a profecia falhou.

Isaías 17:1 A profecia da cidade de Damasco. Ela se tornará “um montão de ruínas”. Mas Damasco, a capital da Síria, uma das cidades mais antigas do mundo, prospera hoje em dia. Ela tem sido continuamente habitada desde sua fundação. Nunca foi um montão de ruínas.

Isaías 34:8-10 Uma profecia que a terra de Edom (que fica entre o Mar Morto e o Golfo de Ácaba) se tornará “pez ardente”. “As suas torrentes se converterão em pez, o pó do seu chão, em enxofre; a sua terra ficará reduzida a pez ardente, que não se apagará noite e dia; a sua fumaça subirá para sempre; de geração em geração subsistirá a ruína; pelos séculos dos séculos não haverá que passe por ela”. Mas isso nunca aconteceu e pessoas continuam passando através de Edom até os dias de hoje.

Jeremias 9:11 Uma profecia que Jerusalém e as cidades de Judá se tornarão um monte de pedras, uma morada de chacais, desoladas, sem habitantes. Nem Jerusalém nem Judá alguma vez estiveram desoladas e sem habitantes em algum período (nem durante a dispersão dos Judeus) e o Novo Testamento prediz que Jerusalém será uma cidade eterna.

Jeremias 42:17 Todos os Judeus que retornarem para viver no Egito, lá morrerão pela espada, pela fome e pela peste. Ninguém sobreviverá. Mas muitos Judeus viveram no Egito pacificamente. Muitos vivem lá até hoje. Inclusive em Alexandria os Judeus estabeleceram um grande centro cultural no primeiro século D.C..

Jeremias 49:33 Hazor, uma antiga cidade de Israel, se tornará um abrigo de chacais (ou dragões). Um deserto para sempre. Ninguém viverá mais ali, homem algum habitará nela. Mas as pessoas jamais pararam de viver na cidade de Hazor, e continuam a viver lá até hoje.

Jeremias 51:24-26; 28-31; 40; 53-55; 58 Realces de uma longa profecia sobre o violento desaparecimento da Babilônia e todos os habitantes da Babilônia ou Caldéia. Muitos inimigos a atacarão: os muros da Babilônia serão derrubados, suas portas serão abrasadas pelo fogo: ela será um monte de chamas, uma desolação perpétua.
Isaías 14:23 Outra profecia da destruição da Babilônia. Ela se tornará morada de ouriços e um pântano. Será varrida com a vassoura do extermínio. Apologistas clamam que a pretensa realização desta profecia prova a veracidade literal da Bíblia. Entretanto a história mostra que a permanente e violenta destruição da Babilônia nunca ocorreu. O contexto da destruição profetizada indica que isto seria uma punição pelo domínio babilônico sobre os Israelitas, de 586 a 538 A.C.. Mas quando Babilônia finalmente morreu, foi pacificamente, não por um processo violento, no segundo século D.C., quando seus últimos habitantes a abandonaram, muito tempo depois que os cidadãos ainda poderiam ser considerados responsáveis pelo antigo tratamento que Babilônia deu à Israel.
Muitos inimigos marcharam contra Babilônia durante sua história, e de tempos em tempos um inimigo capturaria, ocuparia ou causaria algum dano, como ocorreu com a maioria das outras grandes cidades do período. Mas nunca houve um holocausto com danos permanentes. Em 538 A.C., por exemplo, os Persas conquistaram Babilônia. A cidade mais tarde se revoltou, então os Persas capturaram-na novamente, destruindo os muros da cidade no processo. Mas os muros foram reconstruídos e a cidade sofreu pouco dano. Em 330 A.C. Alexandre O Grande capturou Babilônia. A maioria dos seus habitantes se mudaram para a nova cidade de Selucia. Doravante, Judeus habitaram a cidade até o segundo século D.C., quando ela foi pacificamente abandonada. Babilônia é até mencionada no Novo Testamento (I Pedro 1:1; 5:13)

Ezequiel 26:3-4; 7-12; 27:32; 36; 28:19 A profecia da queda de Tiro. Rei Nabucodonosor da Babilônia virá com um exército, destruirá as muralhas e as torres, calcará todas as ruas com as patas de seus cavalos, matará todo o povo e lançará ao mar os escombros. Tiro terá um fim terrível e “nunca mais voltará a existir, para sempre”. Apesar da profecia, e a despeito de muito esforço, Babilônia falhou em capturar e destruir Tiro. (A Bíblia admite, de fato, que o esforço falhou – então Deus deu o Egito para Nabucodonosor como compensação! Veja Ezequiel 29:18-19).
A conquista de Tiro foi um feito reservado para Alexandre O Grande, 240 anos depois. Novamente, apesar de toda profecia, Tiro foi reconstruída e o Novo Testamento até a menciona (Veja Lucas 10:13; Marcos 7:24, 31). Hoje em dia, Tiro (Sur) tem mais de 10.000 habitantes.

Ezequiel 29:9-12 Egito será uma desolação e uma ruína e nenhum homem ou animal passará por ele. Ficará desabitado por quarenta anos. Os egípcios serão dispersados entre as nações. Nada disto ocorreu e a história mostra que o Egito têm sido continuamente habitado desde os dias da profecia.

Ezequiel 29:15 Egito será diminuído e nunca mais dominará outras nações. Entretanto em 1820 o Egito conquistou e dominou o Sudão. E desde a década de 60 têm sido uma potência econômico-militar naquela região.

Ezequiel 30:4-16, 22-26 Rei Nabucodonosor destruirá as multidões do Egito. Etiópia, Líbia e “populações mistas”, cairão com eles à espada. Os rios se tornarão secos, os egípcios serão espalhados por entre os povos e dispersados por entre as nações. Nunca mais haverá príncipe no Egito. Historicamente isto nunca ocorreu. Egípcios ainda vivem no Egito (a República Árabe do Egito): eles nunca foram espalhados ou dispersados. Nabucodonosor nunca destruiu o Egito ou conquistou a Etiópia, Libia ou Lídia. Príncipes continuaram a governar o Egito muito tempo depois da morte de Nabucodonosor. Os rios do Egito jamais secaram.

Miquéias 7:13 Sofonias 1:2-3, 18 Deus destruirá tudo sobre a Terra. Homens e gado, aves do céu e os peixes do mar. Toda a Terra será devorada, por causa dos atos perversos de seus habitantes. Naturalmente isto nunca ocorreu. E sob a luz das promessas do Novo Testamento, jamais ocorrerá!

Mateus 24:3-35; Marcos 13:24-30; Lucas 21:27-32 Jesus faz uma extensiva e detalhada descrição do fim do mundo e de sua segunda chegada. Tudo isto ocorrerá antes da passagem da presente geração. Alguns apologistas defendem estas passagens com a observação que a palavra “geração” poderia também ser traduzida como “raça”. Mas Deus prometeu a Abraão que a raça judaica teria a Palestina para sempre. Logo não se pode negar uma parte da Bíblia para defender outra.

João 5:25 Muito específica declaração de Jesus que “vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus: e os que a ouvirem, viverão”.

João 21:20-23 Uma sugestão de Jesus, depois da Ressurreição, que ele retornaria ainda durante o tempo de vida de pelo menos um de seus discípulos. Note que o anônimo autor ou escriba do Livro de João reconheceu a falha ostensiva desta profecia e tentou explicá-la nos versos subsequentes.

I Tessalonicenses 4:15-17 Outra declaração, por Paulo, que o retorno de Jesus ocorreria dentro do tempo de vida de alguns de seus contemporâneos.

I Pedro 4:7; I Coríntios 7:29-31; Hebreus 10:37 Declarações adicionais que o retorno de Jesus era iminente. Paulo até mesmo sugeriu na Epístola aos Coríntios que não se fizesse planos para o futuro.

I João 2:18 João foi até mais específico que Paulo. A hora final estava à mão, e vários Anticristos já tinham aparecido sobre a Terra. Veja também: Mateus 23:25; Hebreus 1:2, 9:26; I Timóteo 6:13-14; I Pedro 1:20 Revelações 22:20. Todas estas passagens implicam que o Apocalipse estava muito perto, não em algum sentido místico, mas em termos humanos.

Isaías 52:1 Uma profecia que os “não-circuncidados e impuros” não mais entrariam na cidade de Jerusalém. A despeito desta profecia, os não-circuncidados e impuros viajam para Jerusalém nos dias de hoje.
leu leutraix

bombaRodrigo Constantino

Como se não bastassem todas as mazelas que a economia americana enfrenta – déficit fiscal crescente, dívida federal acima de US$ 10 trilhões, recessão, etc. – há uma verdadeira bomba-relógio armada, que começa a pressionar cada vez mais as finanças públicas. Trata-se do aparato de welfare state criado no passado, basicamente os gastos com a Previdência Social, o Medicare e o Medicaid. Durante a crise atual, essa questão acabou em segundo plano. Mas isso não quer dizer que sua importância seja secundária. Ao contrário, isso apenas joga mais lenha na fogueira, conforme mostra um relatório do 13D Research.

Os gastos com os três grandes programas sociais já representam 40% do orçamento de US$ 3 trilhões do governo federal. Com a aposentadoria iminente dos quase 80 milhões de “baby boomers”, esses programas podem praticamente dobrar em relação ao PIB até 2030. A demografia começa a trabalhar contra as benesses do welfare state americano. Em 1935, quando a Previdência Social foi criada, apenas 6% dos americanos tinham 65 anos ou mais. Atualmente, esse percentual dobrou, e até 2030 deverá ter triplicado. Adding insult to injury, o povo não só está mais velho, como vive bem mais hoje em dia. A expectativa de vida vem aumentando rapidamente, o que é uma grande conquista do capitalismo, mas que custa caro aos programas sociais.

Em 1945, para cada beneficiário da Previdência Social, existiam mais de 40 trabalhadores pagando a conta. Em 2002, eram apenas pouco mais de três trabalhadores para cada aposentado. Em 2030, pelas tendências atuais, serão pouco mais de dois trabalhadores para cada beneficiário. Como o sistema de Previdência Social não passa de um grande esquema Ponzi de pirâmide, onde os novos adeptos bancam os aposentados, a demografia é crucial para manter o programa funcionando. A conta está ficando cada vez mais pesada para os ombros dos trabalhadores.

O Congressional Budget Office (CBO) espera que o gasto com os benefícios da Previdência Social ultrapasse os impostos sobre salários já em 2009. Desde 1984, será a primeira vez que isso acontece. Na última vez que isso aconteceu, em 1983, o Congresso aprovou uma série de reformas, incluindo o aumento nos impostos sobre os salários e na idade de aposentadoria. Graças a estas medidas, foi possível ganhar tempo e operar com superávit durante esses anos. Mas a hora de novos ajustes dolorosos voltou. Medidas cada vez mais drásticas serão necessárias para fechar a conta. O CBO esperava um superávit de US$ 80 bilhões para este ano, e as novas estimativas apontam apenas US$ 16 bilhões de saldo positivo, contando com o imposto de renda. Para o ano que vem, a expectativa é de apenas US$ 3 bilhões. O governo ainda aumentou os benefícios em quase 6% para compensar o aumento no custo de vida. Foi o maior aumento desde 1982.

Em 1968, o presidente Johnson incluiu a Previdência Social e outros gastos num orçamento unificado. Com isso, os ativos da Previdência deixaram de ser separados dos demais gastos do governo. A arrecadação previdenciária, então bastante superavitária, passou a representar uma montanha de dinheiro que o governo poderia utilizar para financiar outros gastos. De fato, desde 1986, os saldos positivos da Previdência Social subsidiaram o resto dos gastos do governo em mais de US$ 2,3 trilhões. Assim, o déficit fiscal do governo podia ser reportado abaixo do real, pois o buraco era tampado pelo saldo previdenciário. Muito em breve, isso vai mudar. Em vez de a Previdência Social subsidiar o restante do orçamento, o restante do orçamento terá que cobrir o rombo da Previdência.

No epicentro do problema, sempre esteve a própria natureza do programa. Os políticos não gostam de adotar medidas impopulares, pois dependem dos votos para continuar no poder. E como o rombo previdenciário sempre foi algo distante, cada governo ia jogando a conta para o próximo. Apenas quando a situação parece realmente insustentável alguma medida mais dura é tomada. Estamos num desses momentos. E justamente no meio de uma crise onde os gastos do governo americano já parecem explosivos. Até quando será possível o governo americano conseguir financiamento para tantos gastos sem puxar a taxa de juros para cima, afetando negativamente a economia? Se a opção for pela saída mais fácil – imprimir dinheiro através do Fed – qual será o destino do dólar? São tempos difíceis, sem dúvida. E há ainda uma bomba-relógio criada pelo welfare state, fazendo tic tac tic tac…
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Rodrigo Constantino

“Não existe medicina alternativa, existe apenas medicina que funciona e medicina que não funciona.” (John Diamond)

Um dos grandes defensores da ciência atualmente é Richard Dawkins, cujo livro O Capelão do Diabo aborda diferentes tópicos de forma bastante interessante. Um dos temas tratados no livro é a medicina “alternativa”, onde o autor busca desmontar todas as falácias que sustentam a enorme popularidade deste tipo de tratamento, não restando pedra sobre pedra. Dawkins vai sem rodeios, direto ao ponto: “Não há nenhum limite óbvio para a credulidade humana. Somos dóceis vaquinhas ingênuas, vítimas ávidas dos curandeiros e charlatões que mamam e engordam às nossas custas”. A história da humanidade está repleta de casos de embusteiros que se cercam de uma aura de misticismo, explorando a ignorância e o desespero alheio.

Sociedades mais atrasadas demonstram uma inclinação maior a este tipo de crença, enquanto o avanço do conhecimento aumenta a confiança nas soluções científicas, testadas e aprovadas. Dawkins alega que “o mundo é misterioso o suficiente para dispensar a ajuda de feiticeiros, xamãs e vigaristas ‘paranormais’”. Ele abomina o relativismo cultural, descrito por ele como a “vertente de filosofia delirante” que nega a superioridade do método científico como caminho privilegiado para a verdade. Cada um teria a “sua” verdade, segundo os relativistas. Dawkins sugere que os cientistas devem responder à alegação de que a “fé” na lógica e na verdade científica não é nada além de fé da seguinte maneira: “O mínimo que se pode responder é que a ciência produz resultados”.

Em O Rio que Saía do Éden ele já havia dito: “Mostre-me um relativista cultural voando a 10 mil metros de altura e eu lhe mostrarei um hipócrita”. O fato é que o avião não consegue voar por causa de algum misticismo qualquer, que depende do prisma cultural, mas porque “engenheiros ocidentais cientificamente treinados acertaram nas contas”. Para Dawkins, “as pessoas são leais a outros sistemas de crença pela simples razão de que foram criadas daquela maneira e nunca chegaram a conhecer uma alternativa melhor”. Ou seja, “quando elas têm a sorte de poder escolher, os médicos e outros profissionais do gênero prosperam, ao passo que os feiticeiros entram em declínio”.

Um dos capítulos do livro é um prefácio escrito ao livro póstumo de John Diamond, quem Dawkins admira muito por sua coragem intelectual, isto é, a coragem de se manter fiel aos próprios princípios intelectuais mesmo diante da morte. Acometido pelo câncer, Diamond foi tentado por todo tipo de solução “mágica”, mas sempre se manteve fiel aos valores científicos. Na hora do desespero, os “abutres das terapias ‘alternativas’ ou ‘complementares’ começam a voar em volta”. Afinal, “a esperança é um produto vendável: quanto mais desesperadamente se necessitar de esperança, mais rica será a colheita”. A frase de Sebastien Faure resume bem a idéia: “As religiões são como pirilampos: só brilham na escuridão”. Quando há desespero, fica muito mais fácil vender soluções “milagrosas”, que dependem da fé, e nunca do conhecimento verdadeiro. Uma pílula “mágica” de papel, junto com muita fé, irá resolver o problema. E vemos vários desesperados jogando suas muletas e seus óculos fora, na tola esperança de que poderão andar ou enxergar normalmente, apenas com base na fé. Se a medida falha, como normalmente ocorre, então a culpa é do próprio doente, que não teve fé suficiente. Os embusteiros estão protegidos.

Há um abismo instransponível entre as curas “alternativas” e a medicina verdadeira. Na visão de John Diamond e também de Dawkins, “a medicina científica se define como um conjunto de práticas que se submetem ao suplício dos testes. A medicina alternativa é definida como um conjunto de práticas que não podem ser testadas, se recusam a ser testadas ou são invariavelmente reprovadas nos testes. Se for demonstrado em testes de duplo-cego adequadamente controlados que uma técnica terapêutica tem propriedades curativas, ela deixará de ser alternativa”. Em outras palavras, ou é verdade que um remédio funciona ou não é verdade. Para descartar o efeito placebo, extremamente comum, é fundamental aplicar tais testes. Muitos candidatos a medicamentos “ortodoxos” falham nos testes e são sumariamente abandonados. O rigor científico não é brincadeira, diferente da pretensão dos “curandeiros alternativos”, uma brincadeira que pode custar caro por alimentar falsas esperanças.

O motivo pelo qual tantos acabam impressionados pelas “curas alternativas” e “milagres” é explicado por Dawkins: “Boa parte da história da ciência, especialmente da ciência médica, consistiu numa progressiva libertação do fascínio superficial exercido pelas histórias individuais, que parecem – mas apenas parecem – revelar um padrão. A mente humana é uma contadora de casos obstinada e, mais que isso, busca avidamente encontrar padrões”. Ele oferece o antídoto: “A mente humana precisa aprender a suspeitar de sua propensão inata para enxergar padrões onde existe apenas acaso. É para isso que serve a estatística, e é por isso que nenhuma droga ou terapêutica deveria ser adotada até que seu efeito tivesse sido comprovado por um experimento submetido à análise estatística, no qual a inclinação da mente humana a encontrar padrões, tão sujeita a enganos, tenha sido sistematicamente afastada. Histórias pessoais nunca resultam em demonstrações satisfatórias de alguma tendência geral”.

Um dos alvos escolhidos por Dawkins como exemplo é a homeopatia, extremamente popular. Os homeopatas vivem insistindo que os testes científicos não são adequados para sua “medicina”. Um princípio fundamental da teoria homeopática é que o ingrediente ativo – a arnica, o veneno de abelha, ou seja o que for – deve ser sucessivamente diluído um grande número de vezes, até que não reste nem uma só molécula do ingrediente. Em outras palavras, a bolinha é um placebo! Para sair desse dilema embaraçoso, os homeopatas alegam que o modo de ação de seus remédios não é químico, mas físico. Dawkins diz: “Eles acreditam que, por algum mecanismo físico que os próprios físicos desconhecem, uma espécie de ‘traço’ ou de ‘memória’ das moléculas ativas se imprime nas moléculas de água empregada para diluí-las”. Acontece que isso é uma hipótese científica, que pode, portanto, ser testada. Todo homeopata que realmente acredita nisso teria todo interesse do mundo em testar tal hipótese. Não só sua medicina ganharia muito mais aceitação e confiança, como aquele que provasse a hipótese seria forte candidato ao prêmio Nobel. Curiosamente – ou nem tanto – não vemos os próprios homeopatas correndo para laboratórios a fim de testar suas teorias. Preferem buscar refúgio na alegação de que certas coisas simplesmente não se prestam à verificação científica. Assim até eu.

Em resumo, à medida que o conhecimento científico vai avançando, as sociedades vão deixando para trás os embustes das feitiçarias, macumbas e milagres. A crença nessas tolices poderia ser apenas um passatempo inofensivo, não fossem os efeitos perversos gerados pela falsa esperança. Os charlatões da cura prejudicam muitos inocentes ignorantes. A cura para os charlatões está no conhecimento científico, o seu grande inimigo.
leu leutraix,agradecimento ao rodrigo constantino www.rodrigoconstantino.blogspot.com

LEU LEUTRAIX NEWS
“Se um homem não descobriu algo por que morrer, ele não está preparado para viver.”

Martin Luther King

GUERRA CIVIL RIMA COM BRASIL! ! !

Quando era criança, adorava um joguinho com lápis e papel, em que aparecia uma série de pontos num quadrado para interligar. Unindo ponto a outro, ao final surgia o gorila. E como era feio o bicho. E eu sorria…

O tempo passou, fiquei adulto, mas permaneceram os olhos e as lembranças do menino. Todavia, não sorrio mais. O que estou vendo hoje, interligando os pontos, é muito perigoso.

Resta apenas desmoralizar as Forças Armadas e o Supremo Tribunal Federal como instituições. Como na Jerusalém do passado, não sobrará pedra sobre pedra, como um dia lamentou Jesus.

Advirá o momento em que o diálogo entre o governante e o povo será direto, sem intermediários.

Teremos então a flor do Lácio do totalitarismo…

O gorila estará visível e nu, como todo poder anticrístico. As instâncias intermediárias, as forças que auxiliam a sociedade civil a se proteger de nada mais valerão, a não ser para legitimar o estupro da nação.

E nem será necessário colocar a oposição na cadeia, como queria Bakunin, porque neste país se opor é ato que beira o mau gosto.

Oposição é crime de lesa-majestade!

Nenhuma resistência acontecerá, porque todos se tornaram malandros e não vão colocar a cabeça de fora para ser decepada. E o país rumará ao patíbulo, sem a defesa de seus filhos.

Primeiro, tiveram que desmoralizar a classe política que está misturada ao pior esterco da corrupção; em seguida, a atmosfera de insegurança nas cidades e nos campos se generalizou, com assassinatos e o patrocínio do crime organizado ao delírio geral das drogas; mais adiante, a destruição da educação, da saúde e dos valores morais, como causas antiquadas e “cívicas” a serem minimizadas cotidianamente pela mídia.

Vemos até o presidente da República atirando camisinhas ao populacho, nem se importando em discutir uma correta política de controle da natalidade.

Aliás, reproduzindo-se feito moscas, os pobres e miseráveis serão o caldo de cultura para a futura sociedade planificada na vontade de um homem só e seus asseclas. Se isso não for fascismo, não sei como se chama…

Estamos, finalmente, vivendo um filme de terror, em que os brasileiros são os mortos-vivos. Os movimentos sociais e sindicais permitidos vão fazendo o jogo de cena, próprio das ditaduras, fingindo opinião que não mais detêm, emudecidos por verbas oficiais.

Estão calados e bem pagos, como estátuas de sal (ou pré-sal)…

Estou emitindo essas considerações, mas não sei até quando poderei fazê-las. A sensação de inutilidade, de malhar em ferro frio, é onipresente, porque é próprio das ditaduras desmoralizar qualquer oposição, colocando o crítico eventual numa situação de paralisia psiquiátrica.

Passou-se o tempo em que nos chamavam de “reacionários de direita”. Agora, somos loucos mesmo, os que ousam remar contra a pretensa maré da maioria…

Alguns de meus censores, candidamente, me perguntam: por que você critica tanto o presidente? E eu respondo; tenho 53 anos e nasci durante o governo Café Filho, sujeito honestíssimo e de caráter ilibado. Aos catorze anos, na casa de meu pai, em plena ditadura, pude conversar por cinco minutos com um estadista, o ex-presidente Juscelino Kubitschek, e o SNI fotografava todos os que entravam no edifício. Testemunhei o transcurso do regime militar, os governos Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique e o atual.

Cumprindo o princípio da história brasileira contemporânea, de que o futuro é sempre pior que o passado, jamais vi em minha vida um presidente tão descomposto e hilariante na capacidade de dizer asneiras e batatadas. Pensava que o mais folclórico, nesse sentido, teria sido o general Figueiredo, mas o atual, sem qualquer dúvida, bateu todos os recordes.

Ele é o anticristo da estrela de cinco pontas que ainda vai nos trazer enormes tristezas e constrangimentos. E me recuso a crer que o brasileiro se identifique tanto assim com ele por ausência de espírito crítico, cultura e sabedoria.

Não me recordo de ter sentido tanto medo e insegurança como hoje em dia. Mudei do Rio de Janeiro, onde ouvia toda noite, em certo bairro nobre, o som das metralhadoras, como se estivesse ao lado de minha cama. Cansado de tantas balas perdidas por perto, resolvi morar em cidade pequena e felizmente ainda não conquistada pela bandidagem.

A despeito de tudo, não me calei.

Quando ouço falar que o MST está matando gente em Pernambuco e que protesta contra o fechamento de suas “madrassas”, escolas de alfabetização terrorista e fundamentalista no Rio Grande do Sul, fico boquiaberto.

Sou do tempo em que os estudantes da UNE protestavam contra o regime. Hoje, saem ridiculamente à rua para reivindicar meia-passagem nos ônibus e nos cinemas.

Os estudantes “profissionais”, empanturrados de verbas públicas, calaram definitivamente a boca e parece que, em contrapartida, a juventude só se interessa mesmo por baladas regadas a maconha, crack, cocaína, LSD e ecstasy, para esquecer a realidade mórbida em que vivemos.

E os combativos acadêmicos trotskistas de ontem são apenas os universitários conformistas de hoje, que passam trotes violentos…

Sou do tempo em que havia preocupação com a proletarização das Forças Armadas.

Hoje, além de desequipadas e sem opinião, vão ter que curtir os expurgos futuros causados pela ampliação da lei da anistia e da abertura de arquivos acusatórios sobre alguns oficiais de pijama, ainda vivos.

É claro que sob o nobre pretexto de não repetir a tortura, sempre hedionda, o governo procura criar um clima de exagero ao comparar o que ocorreu na ditadura militar com o holocausto nazista.

A solução é utilizar o erário para recompensar e enriquecer ex-guerrilheiros e alguns falsos terroristas queridinhos do governo vigente.

No entanto, a protoditadura que aí está, não satisfeita, quer ainda armar o circo da divisão social.

Como Mussolini, dividir a sociedade em compartimentos estanques para melhor governar e poder sobressair.

Nesse contexto, temos o pobre, como entidade genérica eternamente defendida pelo salvador de plantão, colocado em litígio contra as classes dominantes, que nunca estiveram tão bem protegidas e prestigiadas, como neste governo.

Negros insurgem-se contra brancos, homossexuais contra heteros, índios e quilombolas contra agricultores, mulheres contra homens, deficientes físicos contra não deficientes – enfim, onde possam se constituir subdivisões sociais e cotas politicamente corretas, eis aí o solo fértil para a manutenção e continuidade do poder protofascista.

Com a palavra, o Duce de Garanhuns: nunca neste país…

Mãos crispadas nos palanques, faces avermelhadas pelo porre da noite anterior, vai o governante cantando loas às próprias realizações, abrindo veredas para a sucessora predileta, um balão de ensaio caprichoso e sem carisma, fruto de teimosia que nenhum de seus acólitos ousa contestar, a não ser através de uma anticandidatura lançada como eram os antigos cristãos às feras famintas…

Nunca neste país o ovo da serpente esteve tão preste a rebentar. A nação é um paiol de pólvora e não me admirarei se focos de inconformidade, diretamente proporcionais ao terrorismo de alguns movimentos sociais, começarem a surgir.

Afinal, guerra civil rima com Brasil e essa licença não pode deixar de ser acolhida com imensa preocupação pelo poeta.

Podem dizer de mim o que quiserem, porque me acostumei a unir os pontos de um desenho de início incompreensível e aparentemente inextricável.

E o gorila que aparece hoje, tal como o diabo, é grande ator na tarefa de iludir e fingir que não existe.

Como disse o apóstolo Paulo, sentir como adulto faz com que esqueçamos a imagem de criança, posta no espelho e vislumbremos a verdade, face a face.

Mas ao invés de Deus, o que aparece no Brasil é o gorila…LEU LEUTRAIX

LEU LEUTRAIX NEWS UM PORTAL DA EXTREMA DIREITA
Ministro Jobim,
Tomei conhecimento de sua entrevista, publicada no Jornal do Brasil em 15
março de 2009, na qual o senhor responde à pergunta de como pretende
administrar a insatisfação de alguns generais em relação a algumas
diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa (END).
Por considerar deselegante para comigo e para com os integrantes da Reserva
das Forças Armadas a sua resposta de que “o general que declarou a
insatisfação não tem nada a administrar porque é absolutamente indiferente,
foi para a reserva, se liberou”, resolvi considerar a possibilidade de
responder-lhe.
Sei que o senhor não leu as minhas palavras de despedida do Comando Militar
do Leste. Nelas, relembro o saudoso ministro do Exército, General Orlando
Geisel, que afirmou: “Os velhos soldados se despedem, mas não se vão”.
Sou um general com 47 anos de serviço totalmente dedicados ao meu Exército e
ao meu país. Conquistei todas as promoções por merecimento. Fiz jus à farda
que vesti. Não andei fantasiado de general. Fui e continuarei a ser, pelo
resto de minha vida, um respeitado chefe militar. Vivi intensamente todos os
anos de minha vida militar. Fui, sempre, um profissional do meu tempo.
Alçado ao mais alto posto da hierarquia terrestre, acompanhei, por dever,
atentamente, a evolução do pensamento político-estratégico brasileiro,
reagindo com as perspectivas de futuro para a minha instituição, na certeza
de que a história do Brasil se confunde com a história do Exército.
Vivemos, atualmente, dias de inquietude e incerteza. Sei que só nós, os
militares, por força da continuidade do nosso dever constitucional, temos
por obrigação manter a trajetória imutável da liberdade no Brasil. É, por
este motivo, que serei sempre uma voz a se levantar contra os objetivos
inconfessáveis que se podem aduzir da leitura de sua Estratégia Nacional de
Defesa.
Ela está eivada de medidas, algumas utópicas e outras inexequíveis, que
ferem princípios, contrariam a Constituição Federal e afastam mais os chefes
militares das decisões de alto nível. Tal fato trará consequências negativas
para o futuro das instituições militares, comprometendo, assim, o
cumprimento do prescrito no artigo 142, da Constituição Federal, que trata
da competência das Forças Armadas.
“Competência para defender a Nação do estrangeiro e de si mesma”.
Em época de grave crise econômica, como a que atinge o país, apesar das
tentativas de acobertá-la por parte do governo ao qual o senhor serve, os
melhoramentos materiais sugeridos serão, obviamente, postergados. Mas, o
cerne da estratégia e suas motivações políticas poderão ser facilmente
implementados.
É clara, nela, a intenção de se atribuir maiores poderes ao seu cargo de
ministro da Defesa, dando-lhe total capacidade de interferir em todas as
áreas das Forças Armadas, desde a indicação de seus comandantes, até a
reestruturação do ensino e do preparo e emprego das Forças.
Vejo, atualmente, com preocupação, a subvalorização do poder militar. Desde
a Independência do Brasil, sempre tivemos a presença de um cidadão fardado
integrando a mesa onde se tomam as mais importantes decisões do país. O
Exército Brasileiro sempre foi um ator importante na vida brasileira, e, ao
longo da história, teve o papel de interlocutor, indutor e protagonista.
A concepção ressentida da esquerda, que se consolidou no poder político a
partir de 1995, absorvendo as ideias exógenas do Estado mínimo e da
submissão total do poder militar, mantendo “a chave do cofre e a caneta” em
mãos civis, a fim de conseguir a sua subserviência ao poder político civil,
impôs a criação de um ministério destinado a coordenar as três Forças
Armadas. Isto não se fazia necessário, no estágio evolutivo em que se
encontrava o processo político brasileiro. Em um governo, à época da criação
do Ministério da Defesa, constituído por 18 ministérios, nos quais pelo
menos cinco eram militares, foram substituídos, estes últimos, por um
ministério que, por desconhecimento de seus ocupantes (até hoje, nenhum
ministro da Defesa prestou sequer o Serviço Militar Obrigatório, como
soldado), tem apenas atuado no campo político.
Estou convencido que afastar-nos da mais alta mesa de decisão do país foi
uma estratégia política proposital, o que tem possibilitado, mais
facilmente, o aparelhamento do Estado brasileiro rumo à socialização, com a
pulverização da alta administração do país, atualmente, em 37 ministérios e,
apenas um, pretensamente, militar.
A expressão militar deve ser gerida com conhecimento profissional, pois ela
é um componente indissolúvel do poder nacional. Sem a presença de militares
no círculo das altas decisões nacionais, temos assistido a movimentos
perturbadores da moral, da ética e da ordem pública intentarem contra a
segurança do direito, aspecto basilar em um regime que se diz democrático.
Tal fato traz, em seu bojo, condições potenciais de levar o país rapidamente
a uma situação de anomia constitucional, o que poderá se configurar em risco
de ruptura institucional.
A sua END aprofunda o contexto de restrições à autonomia militar e sugere
medidas que, se adotadas, trarão de volta antigos costumes de politização
dos negócios internos das Forças Armadas. Talvez isso favoreça o modelo de
democracia que querem nos impingir. Será isto o que o senhor quer dizer
quando fala em sua entrevista “que é o processo de consolidação da transição
democrática”?
Finalizando, quero salientar que a desprezível conceituação de que “o
general que declarou insatisfação não tem nada a administrar porque é
absolutamente indiferente, foi para a reserva, se liberou”, bem demonstra a
consideração que o senhor empresta aos integrantes da Reserva das Forças
Armadas, segmento que o seu ministério pretende representar. Isto mostra,
também, o seu desconhecimento da grandeza e da servidão da profissão
militar, pois, como bem disse o general Otávio Costa, “a farda não é uma
vestimenta que se despe, mas uma segunda pele que adere definitivamente à
alma…”.
Lembre-se que os militares da ativa sempre conferem prestígio, não somente
aos chefes de hoje, como, também, aos de ontem. Não existem dois Exércitos.
Há apenas um: o de Caxias, que congrega, irmanados, os militares da ativa e
da reserva.
A certeza de que o espírito militar, que sempre me acompanhou nos meus 47
anos de vida dedicados totalmente ao Exército, o qual, oxigenado pela
camaradagem, é formado por coragem, lealdade, ética, dignidade, espírito
público e amor incondicional ao Brasil, é o que me faz voltar,
permanentemente, contra a concepção contida na sua END.

18 de Março de 2009 17:38
Luiz Cesário da Silveira Filho
GENERAL DA RESERVA DO EXÉRCITO

A “Voz Cadenciada” é um padrão, um estilo de fala ritmada usada por hipnotizadores para induzir transe. Ela é freqüentemente utilizada por advogados, muitos dos quais são hipnotizadores altamente qualificados, e precisam dessa técnica para fortalecer a aparência de seus argumentos nas mentes os jurados. Na prática, um orador falando em “Voz Cadenciada” parece estar seguindo o ritmo de um metrônomo, como se enfatizasse cada palavra num estilo monótono e padronizado. Idealmente são ditas cerca de 45 a 60 palavras por minuto, maximizando, desse modo, o efeito hipnótico. Agora “na igreja” começa o processo principal. Após induzir um estado alterado de consciência, passam a ter como objetivo gerar excitação e expectativa na audiência. Comumente virá um grupo de jovens mulheres em vestidos “angelicais e puros” para cantar. Músicas Gospel são ótimas para gerar excitação e envolvimento. No meio da canção alguma delas pode ser “acometida por um espírito” e cair no chão, ou reagir como se estivesse sendo possuída pelo Espírito Santo. Isso aumenta muito eficientemente a tensão no ambiente. Nessa situação, táticas de conversão e hipnose estão sendo misturadas e, como resultado, a audiência está totalmente absorta. O ambiente vai tornando-se cada vez mais e mais tenso. Exatamente neste momento, quando o estado mental alfa foi atingido, passarão com a “cestinha de coleta”. Ao fundo da igreja o pastor assistente com sua “Voz Cadenciada” provavelmente estará incitando os presentes dizendo “sempre cerca de 45 vezes por minuto” algo do tipo: “Dê a Deus… Dê a Deus… Dê a Deus… Dê a Deus…”, e a audiência obedece. Pode ser que Deus não receba o dinheiro, mas seus ricos representantes vão recebe-lo. A seguir aparece o pregador “fogo e enxofre” induzindo medo e tensão, falando sobre o “demônio”, “ir ao inferno” ou a “proximidade do fim do mundo”. No último encontro desse tipo em que fui, o pregador falava que em breve haveria apenas sangue saindo de todas as torneiras da Terra. Ele também era obcecado com o “machado sangrento do divino”, que todos haviam “visto” na semana passada pendurado acima do púlpito. Não tenho dúvida de que todos o viram, o poder da sugestão aplicado a centenas de pessoas em hipnose assegura que ao menos 10 a 25 por cento delas veria qualquer coisa que ele dissesse estar lá. Na maioria desses encontros, após o “testemunho ocular”, segue-se um sermão predominantemente baseado no medo. As pessoas da audiência virão ao palco para contar suas histórias. “Eu era aleijado e agora posso andar!”, “Eu tinha artrite e agora ela se foi!”. É um tipo de manipulação psicológica que realmente funciona. Depois de ouvir numerosos casos de curas milagrosas, as pessoas normais na platéia com problemas simples estarão convictas de que podem se curar. O lugar está carregado de medo, culpa, excitação e expectativas. Os que pretendem se curar freqüentemente se enfileiram e são guiados até a frente. Pode ser que o pregador toque suas cabeças e grite “cure-se!”. Isso descarrega a energia psíquica e, em muitos, causa catarse, que é a liberação de emoções reprimidas. Os indivíduos podem chorar, cair no chão ou até ter convulsões. E se a catarse realmente for atingida, há uma boa chance de se curarem. Nesse estado “que é uma das três fases cerebrais mencionados anteriormente” as programações cerebrais são “desativadas” temporariamente, e assim surge o ensejo para que novas sugestões sejam incutidas. Para alguns a cura é permanente, para a maioria vai durar de 4 a 7 dias. Essa duração “coincidentemente” é quase a mesma de uma sugestão hipnótica dada a um sonâmbulo. E mesmo que a cura não seja permanente, se voltarem toda semana, o poder da sugestão pode vir a solucionar o problema, mas tristemente também pode acabar mascarando algo sério que em longo prazo pode ser extremamente prejudicial. Para evitar confusões gostaria de deixar claro que não classifiquei todas as curas como fraudes. Algumas não são. Talvez o indivíduo estivesse pronto para livrar-se da negatividade que causara o problema, talvez tenha sido Deus. Entretanto, todas essas curas podem ser plenamente explicadas com o conhecimento atual sobre o funcionamento da mente humana. As técnicas e a organização das cerimônias vão variar de igreja para igreja.

Muitos falam em outras línguas para induzir a catarse em alguns indivíduos, enquanto o espetáculo cria imensa tensão no resto de seus observadores. As técnicas hipnóticas usadas pelas religiões são muito sofisticadas e profissionais do ramo estão se certificando de que eles se tornem cada vez mais eficientes. Um homem em Los Angeles está projetando, construindo e reformando muitas igrejas pelo país. Ele também instrui os ministros sobre essas técnicas e ensina-os a utiliza-las.

Segundo suas estatísticas, o número de congregações e o fluxo monetário dobrarão se suas instruções forem seguidas. Entretanto, ele admite: 80% de seus esforços incidem sobre iluminação e acústica. Acústica e iluminação apropriadas são de importância vital na indução de estados alterados de consciência. Eu tenho as usado por anos em meus seminários, mas, entretanto, todos os participantes estão cientes disso. 6 – Seis Técnicas de Conversão Organizadores de cultos e treinamentos de potencial humano estão sempre procurando por novos adeptos, e para que tenham sucesso na conversão, é preciso induzir uma fase cerebral.

Freqüentemente isso tem de ser feito em um curto período de tempo, um fim de semana, ou mesmo um dia. O encontro geralmente acontece em um local onde os participantes ficam isolados do mundo exterior. Uma casa, um estabelecimento na zona rural ou mesmo um hotel. Nesses cursos, será feito um longo discurso sobre a importância de “honrar os contratos e promessas” na vida. Alegam que se não cumprirem o que dizem, suas vidas nunca darão certo. A responsabilidade, a princípio, é uma qualidade, mas os manipuladores estão subvertendo algo com valor positivo para seus próprios fins egoístas. Os participantes, então, juram a si mesmos e aos seus “instrutores” manter seus acordos.

Quem não quiser aceitar o acordo será coagido a fazê-lo ou então terá de deixar o grupo. A próxima etapa é concordar em fazer o curso na sua totalidade; isso assegura uma alta porcentagem de conversões. Também terão de concordar sobre a abstenção do uso de drogas, tabaco e por vezes até de comer, ou então os intervalos dados para alimentação serão tão curtos que na verdade acabam por aumentar ainda mais a tensão. O verdadeiro motivo de toda essa insistência em “manter os acordos” é alterar a fisiologia normal do corpo, gerando ansiedade e, com alguma “sorte”, uma disfunção nervosa que, por sua vez, aumenta o potencial de conversão. Antes que o encontro se encerre, serão relembrados seus “acordos”, e assim irão ter de procurar por novos adeptos como prometido.

Por ter sido tão enfatizada a importância de se “manter a palavra”, os recém-convertidos tentarão forçar todos os seus conhecidos a fazer o curso. Dizem para apenas assistirem uma sessão introdutória grátis. Claramente podemos perceber que se tornaram fanáticos. De fato, no âmbito dos treinamentos e cursos de desenvolvimento de potencial humano, o maior e mais bem-sucedido ramo é “venda através do fanatismo”. Há pelo menos um milhão de pessoas graduadas nesse tipo de treinamento. Dessas, uma boa porcentagem foi deixada com um “botão de ativação” para assegurar lealdade ao seu “guru” se ele vier a precisar. Pense nas implicações políticas potenciais contidas em centenas de milhares de fanáticos programados para defender seus “mestres”.

As seis técnicas seguintes são mais usadas nessas conversões. Primeira Técnica 1#. Esteja alerta caso uma dessas organizações ofereça sessões de “manutenção” após o curso principal. Podem ser encontros semanais ou novos cursos lecionados periodicamente. Tentarão convencê-lo a participar dessa “manutenção” para manter controle sobre seus “aprendizes”. Assim como souberam os Renovadores Cristãos, eles também sabem que para haver sucesso em manipulações de longo prazo é imprescindível que existam sessões de “manutenção” posteriores à conversão. Segunda Técnica 2#. Outra evidência de que táticas de conversão estão sendo utilizadas são as “atividades” que causam fadiga física e/ou mental. Consegue-se isso normalmente ao deixar os participantes tão ocupados por longos períodos de tempo que não têm tempo para refletir ou pensar sobre o que estão fazendo/ouvindo. Terceira Técnica 3#.

Essa categoria, dizendo de modo simples, engloba todas técnicas usadas para aumentar a tensão no ambiente. Quarta Técnica 4#. Insegurança. Eu poderia passar horas descrevendo várias técnicas usadas para gerar insegurança. A maioria dos participantes tem grande receio de que seus “treinadores” o coloquem no centro das atenções frente ao grupo. Uma das práticas mais comuns é levar os participantes a relatar seus segredos íntimos, e normalmente também são constrangidos a participar de atividades que enfatizem a “remoção de suas máscaras”. Em um desses cursos, colocava-se um participante num palco de frente a todos os outros enquanto era verbalmente atacado pelos seus instrutores. Uma pesquisa feita alguns anos atrás mostrou que a fobia mais comum entre as pessoas é falar em público. Esse medo estatisticamente é ainda maior do que lavar o exterior de uma janela no 85o de um prédio.

Levando isso em conta, pode-se imaginar a insegurança e o pavor gerados. Boa parte sucumbe, mas a maioria enfrenta essas situações de estresse extremo simplesmente “fugindo” mentalmente. Eles literalmente entram em alfa, o que os torna automaticamente muito mais sugestionáveis do que normalmente seriam. Essa situação representa mais um passo no caminho da conversão. Quinta Técnica 5#. Um outro traço típico é o uso de jargões ou neologismos que apenas tenham significado aos participantes do curso. Linguagem capciosa, depravada e/ou confusa também é usada propositalmente para causar constrangimento Sexta Técnica 6#. Mais um sintoma do uso das técnicas de conversão é evitar o humor, ao menos até serem convertidos.

Após isso, o divertimento e humor são altamente visados por serem símbolos da nova “felicidade” que os participantes supostamente teriam encontrado. Eu não diria que esses encontros são totalmente inúteis, talvez possam ter algum resultado positivo, mas acho importante saber o que está acontecendo, mantermo-nos atentos ao que está sendo feito por detrás das aparências. Se tivermos consciência plena dos fatos, podemos discernir mais claramente se esse tipo de situação é ou não de nosso interesse. Ao longo dos anos, conduzi seminários para ensinar pessoas a se tornarem hipnotizadoras, instrutoras e conselheiras. Muitas delas, após assistirem meus cursos e utilizarem as técnicas ensinadas, me procuravam e faziam a seguinte pergunta:

“Estou aqui porque realmente suas técnicas funcionam, mas não entendo por que”. Após explicar como e por que funcionavam, muitas acabaram saindo do ramo ou então decidiram abordar as coisas de maneira diferente, enfatizando um modo de agir mais afetuoso e sincero. Várias delas se tornaram amigas íntimas, e mesmo que sejamos especialistas, também é assustador para nós o sentimento de poder experimentado frente a um microfone em uma sala cheia de pessoas. No entanto, apenas adicionando um pouco de ousadia e carisma, podemos ter a certeza de que haverá uma grande porcentagem de conversões. A triste verdade por detrás disso é que esta alta porcentagem se deve ao fato de esses espectadores serem “crentes cegos”, pessoas que querem livrar-se de seu poder, de sua liberdade. Cultos, treinamentos e cursos dessa espécie oferecem ocasiões ideais para se observar em primeira mão o que tecnicamente se

chama “Síndrome Stockholm”. Ela é o estado no qual aqueles que foram intimidados, controlados ou torturados começam a amar, admirar ou até mesmo desejar sexualmente seus manipuladores. Deixe-me alertá-los de uma coisa: se você acha que pode participar de tais encontros sem ser afetado, provavelmente está enganado. Um exemplo perfeito é o caso de uma mulher que foi estudar Vodu no Haiti. Em seu relatório, explicava como a música induzia estados alterados de consciência e movimentos incontroláveis do corpo. Apesar de entender esse processo “e por isso imaginar-se imune”, quando começou a sentir-se vulnerável à música, tentou fugir e lutar. Nesses casos, ódio e resistência praticamente garantem o sucesso da conversão. Poucos momentos depois estava possuída pela música e começou a dançar em transe pelo local.

Uma fase cerebral havia sido induzida pela música e excitação, e devido a isso ela acordou sentindo-se “renovada”. Portanto, vemos que lutar não é a solução. O único modo de tentar evitar a conversão é permanecer neutro, não permitir que emoções positivas ou negativas venham à tona, mas poucas pessoas são capazes disso. Antes de continuar, vamos voltar ao assunto das seis técnicas de conversão. Gostaria de dizer algo sobre o governo dos Estados Unidos e seus acampamentos militares. Os fuzileiros navais falam sobre “demolir” os homens antes de “reconstruí-los”. Bem, na verdade, é exatamente o que fazem. Do mesmo modo que os cultos “demolem” as pessoas e voltam a “reconstruí-las” como “conformadas e felizes vendedoras de flores”, o Exército as reconstrói como “soldados”.

Todas as seis técnicas de conversão são utilizadas nos acampamentos militares. Eu entendo as necessidades da vida militar, por isso não estou julgando isso como bom ou ruim, apenas afirmo que pessoas estão sofrendo Lavagem Cerebral, isso é fato. Aqueles, no exército, que se não se submeterem, serão dispensados ou passarão grande parte de seu tempo em atividades de segunda importância. 7 – Processo de Decognição Uma vez bem-sucedida a conversão, os cultos, exércitos e grupos similares não podem permitir que exista deliberação entre seus membros. Eles devem responder aos comandos e fazer exatamente o que lhes foi incumbido, do contrário o controle organizacional seria comprometido. Na maioria dos casos, conseguem isso utilizando um processo trifásico de decognição. Primeiro passo: comprometer a atenção e vigilância. Os manipuladores esforçam-se para causar disfunções nervosas, tornando difícil distinguir entre fantasia e realidade. Isso pode ser feito de vários modos. Uma dieta pobre ou mal balanceada é um deles. Por exemplo, biscoitos e “Kool-Aid”.

Todos sabemos que açúcar diminui a vigilância. Outra versão mais sutil é a “dieta espiritual” utilizada em muitos cultos, na qual só se comem frutas e vegetais, abstendo-se de grãos, nozes, lacticínios e carnes. Dietas desse tipo deixam as pessoas “avoadas”. Sono inadequado é outro fator essencial na redução da vigilância, especialmente quando combinado com longas horas de trabalho ou intensa atividade física. Analogamente, bombardeando-os com experiências intensas e únicas, chega-se ao mesmo resultado. Segundo passo: confundir. Aqui você é mentalmente sobrecarregado ao mesmo tempo em que sua vigilância está comprometida. Consegue-se isso injetando muitas informações novas, como leituras, grupos de discussão e também normalmente o manipulador satura a mente dos indivíduos com questões. Durante essa fase da Decognição, realidade e ilusão facilmente se misturam, e com isso argumentos embasados numa lógica distorcida podem vir a ser aceitos sem maiores questionamentos.

Terceiro passo: suprimir o pensamento. São técnicas usadas para superficializar a mente. O procedimento é basicamente focar toda a atenção em algo muito simples, o que conseqüentemente gera calma e tranqüilidade. Por períodos longos, isso origina sentimentos de elevação e às vezes alucinação. O pensamento, assim, é fortemente suprimido e, na verdade, se essa atividade for feita por tempo suficiente, resultará na interrupção total do pensar, apagando temporariamente tudo e todos da mente, com exceção do que o controlador sugerir que seja mantido. Nessa situação a tomada de controle está efetivada.

É importante salientar que quando ensinam as técnicas de “supressão do pensamento” aos membros de um curso, além de omitirem seus verdadeiros efeitos fisiológicos, também dizem que há muitos benefícios em seu uso: serão “iluminados” e se tornarão “melhores soldados”.

Existem três técnicas principais usadas na supressão do pensamento. A primeira é a “marcha”. Trata-se de uma batida musical apropriada que literalmente gera a auto-hipnose e assim suscetibiliza a pessoa à sugestão.

A segunda é a meditação. Se você passar uma hora e meia por dia meditando, poucas semanas depois haverá uma grande chance de não retornar ao estado beta de consciência novamente, continuando permanentemente em alfa enquanto continuar com as sessões diárias de meditação. Isso não é essencialmente ruim, se a meditação for feita sozinha, pode vir a ser muito benéfica, mas não deixa de ser um fato que a conseqüência disso tudo é apenas a superficialização da consciência. Eu testei a atividade neural de meditadores, e os resultados obtidos foram conclusivos: quanto mais se medita, mais superficial a consciência se torna. E caso o procedimento seja feito por tempo suficiente e combinado com a decognição,

todo o pensar cessa. Alguns grupos espirituais alegam se tratar do “nirvana”, mas a meu ver essa explicação é um engodo. Pois esse estado não passa, simplesmente, de um resultado psicológico previsível. Penso ainda que se o céu na terra é “superficializar-se” e “alienar-se”, então por que ainda continuamos com nossas “vidas horríveis” (leia- se “cheias de reflexão”) se podemos ter o “nirvana”. A terceira técnica é o canto. Comumente utilizado em conjunto com a meditação. As três técnicas mencionadas acima causam um estado alterado de consciência. Podem, é claro, ser muito benéficas se você estiver comandando o processo,

porque assim controla também as finalidades. Eu pessoalmente uso a programação por auto-hipnose pelo menos uma vez ao dia, e sei quão beneficial ela é para mim. Mas sempre é bom manter em mente que o uso muito freqüente dessas técnicas pode fazer com que se permaneça no estado alfa continuamente, e apesar de que isso aumenta o relaxamento e bem-estar, também nos torna mais sugestionáveis. 8 – Crentes Cegos & Movimentos Coletivizados Antes de fechar o assunto “conversão”, gostaria de falar sobre as pessoas mais suscetíveis a ela e também sobre os Movimentos Coletivizados.

Tenho plena convicção de que pelo menos um terço da população mundial se enquadra perfil que Eric Hoffer denomina “Crentes Cegos”. São literalmente seguidores cegos, pessoas que querem livrar-se de seu poder. Elas procuram por respostas, significados e iluminação em coisas externas a si mesmas. Hoffer diz em seu livro “O Crente Cego” (um clássico sobre o assunto) que “essas pessoas não pretendem conseguir fortalecimento ou auto-afirmação, mas apenas fugir de si mesmas, dando o controle de suas vidas a outrem.

São seguidoras não porque procuram auto- superação, mas, na verdade, porque anseiam a auto-renúncia!”. Hoffer também diz que os Crentes Cegos “são eternamente incompletos e inseguros”. Aprendi tudo isso por experiência própria. Ao longo dos anos em que passei ensinando técnicas e conduzindo treinamentos, defrontei-me com essas pessoas constantemente. Tudo que podia fazer era tentar mostrar que a única coisa a ser procurada é o autoconhecimento, que devem encontrar suas respostas apenas em si mesmas.

Mas quando eu explicava que a base da espiritualidade é a responsabilidade consigo mesmo e o autoconhecimento, respondiam: “você não é espiritual”, e saiam a procura de outra pessoa que lhes desse o dogma que desejavam. Nunca subestime o perigo que essas pessoas representam. Elas podem ser facilmente transformadas em fanáticas que defenderão a ferro e fogo suas “causas sagradas”. Isso se dá porque essas “causas sagradas” na verdade substituem a fé que perderam em si mesmas. A maioria dos moralistas também é formada por “crentes cegos”. Facilmente encontramo-los em cultos, igrejas, comércio, grupos sociais e também na política, constituindo o segmento fanático dessas organizações.

Praticamente todos Movimentos Coletivizados possuem um líder carismático para servir de guia. Os fanáticos querem converter todos ao seu ponto de vista, e se necessário procurarão por leis existentes ou tentarão criar novas para chegar ao seu objetivo. Isso fica evidente ao vermos os esforços dos políticos moralistas. É essencial para o sucesso dos Movimentos Coletivizados que todos possuam um ódio, inimigo ou “demônio” em comum. Os Renovadores Cristãos, apesar de terem Satã como seu “inimigo”, não acharam isso suficiente: incluíram na lista também os ocultistas, pensadores modernos e recentemente todos aqueles que se opõem à integração do Estado com a Igreja, como deixaram claro em suas campanhas políticas.

Quando há revoluções, o “demônio” costuma ser o poder vigente ou a aristocracia. Alguns movimentos organizam-se de uma forma mais inteligente, por isso não pedem diretamente que seus “graduados” tomem partido em seu favor, porque isso os colocaria na posição de “líderes fanáticos”, mas se você olhar de perto verá que, de um modo dissimulado, seus “demônios” são todos aqueles que não fizeram o “curso”. Também existem os movimentos sem os “demônios”, mas eles raramente tomam grande porte. A grande maioria dos “crentes cegos” pode ser dividida em três classes: 1) as pessoas inseguras; 2) as mentalmente desequilibradas; 3) as “solitárias”, sem esperanças e amigos. De qualquer modo, o fato é que as pessoas não precisam de aliados quando seu objetivo é amar, mas apenas quando odeiam ou se tornam obcecadas por algo. Esses obstinados que desejam uma “vida nova” ou uma “nova ordem” acham que os modos atuais de vida devem ser extirpados antes que possam começar a construir seu “mundo ideal”.

9 – Técnicas de Persuasão Tecnicamente, a persuasão não é lavagem cerebral, mas apenas um modo convencer outro indivíduo sem que ele tenha plena consciência do que causou a sua mudança de opinião. Vou apenas introduzi-los a algumas das centenas de técnicas utilizadas atualmente, cuja essência é conseguir acesso ao lado direito do cérebro. O lado esquerdo do cérebro é analítico e racional, o direito é criativo e imaginativo. Isso está extremamente simplificado, mas, por hora, é só que precisamos saber sobre o funcionamento cerebral.

O processo inicial para efetivar a persuasão gira em torno da idéia de distrair e manter ocupado o lado esquerdo do cérebro. Numa situação ideal, os manipuladores induziriam um estado alterado de consciência; com os olhos abertos; fazendo com que você passe do estado beta para o alfa. Vou apresentar um exemplo de como distrair o cérebro esquerdo. Políticos usam essas técnicas o tempo todo; advogados utilizam muitas de suas variações, e chamam isso de “apertar o cerco”. Suponha por um momento estar assistindo um político discursar. A primeira parte desse discurso é a “axiomática”.

Ele tentará condicionar os seus ouvintes a concordar com tudo o que diz fazendo afirmações indiscutivelmente verdadeiras. Às vezes, durante essa parte, as pessoas até balançam suas cabeças em sinal de concordância. A próxima etapa é a dos “truísmos”. São verdades discutíveis, mas uma vez que o político já possui o assentimento da audiência, é muito improvável que eles parem para pensar independentemente, e deste modo continuarão a concordar. Por último vem a “sugestão”. É a parte na qual o político diz o que você deve fazer, pois admitindo que se tenha concordado com todo o discurso, essa sugestão poderia facilmente vir a ser aceita.

Prestando-se atenção no discurso abaixo, ver-se-á que as três primeiras sentenças são “axiomas”, as próximas três são “truísmos” e a última uma “sugestão”. “Senhoras e senhores, vocês estão revoltados com os altos preços dos produtos alimentícios? Estão cansados do preço astronômico da gasolina? E também da inflação fora de controle? Bem, vocês todos sabem que o outro partido permitiu que a inflação chegasse a 18% ano passado; também devem saber que o crime aumentou 50% no país nos últimos 12 meses.

Ainda por cima, seus salários mal estão cobrindo as despesas. A resposta para todos esses problemas é eleger John Jones para o Senado Estadunidense.” Imagino que você já tenha ouvido tudo isso, mas mantenha-se atento às chamadas “reações inconscientes”. Exemplo: o orador faz um gesto com a mão esquerda ao mesmo tempo em que diz uma certa palavra chave. Pesquisas demonstraram que isso tende a afetar a parte direita do cérebro. Os políticos hoje em dia são altamente treinados por especialistas do ramo da neurolingüística, que lançam mão de todas as técnicas “tanto antigas quanto novas” que ajudem a persuadir os eleitores a votar em seus candidatos.

conceitos e técnicas da neurolingüística são tão pesadamente protegidos que apenas falar sobre eles publicamente ou em artigos pode vir a resultar em processos legais. Ainda assim, treinamentos na área estão prontamente disponíveis a qualquer um disposto a pagar o preço. Ela é um dos métodos mais sutis e poderosos de manipulação que já conheci. Uma amiga minha que recentemente participou de um seminário de duas semanas sobre neurolingüística notou que a maioria dos presentes eram políticos. Uma outra técnica extremamente ardilosa chama-se “Técnica da Fachada”.

Basicamente ela consiste em dizer uma coisa com as palavras, mas deixar outra impressão subconsciente na mente dos ouvintes. Deixe-me exemplificar: imagine-se assistindo televisão, e então ouvindo o comentador dizer o seguinte: “O senador Johnson está ajudando as autoridades locais a limpar os estúpidos erros das companhias que contribuem para o problema do lixo nuclear”.

Isso parece possuir caráter apenas informativo, mas se o comentador enfatizar a palavra certa, e especialmente se fizer a gesticulação adequada, poderia passar a inconsciente impressão de que o Senador Johnson é estúpido. A ironia é que mesmo se essa fosse a intenção original do comentador, ainda assim não poderia ser acusado de nada. Técnicas de persuasão são freqüentemente usadas em menor escala, mas com a mesma eficiência. O vendedor de seguros sabe que venderá mais se conseguir fazer com que seus clientes concebam na mente a imagem que ele quer passar. Isso é comunicação pelo lado direito do cérebro. Por exemplo, no meio de uma conserva, o vendedor de seguros para, olha para sua sala, e pergunta:

“você consegue imaginar sua casa maravilhosa pegando fogo?” É claro que você consegue! Isso é um medo inconsciente, e quando ele lhe força a imaginar isso, provavelmente o deixará propenso a assinar o contrato proposto. Os Hare Krishnas, que operam em todos aeroportos, usam a técnica que eu denomino “choque e confusão” para distrair o lado esquerdo do cérebro e assim abrir uma linha de comunicação direta com o lado direito. Enquanto eu esperava pelo avião, uma vez assisti um deles por mais de uma hora.

Sua técnica consistia em quase pular na frente de alguém falando em voz alta pedindo que comprasse um livro e contribuísse com dinheiro para sua causa. Quando as pessoas estão chocadas, facilmente sucumbem à pressão. Neste caso, elas foram chocadas pela inesperada aparição de um devoto Hare Krishna falando em voz alta. Em tais situações, as pessoas passam, por segurança, ao estado mental alfa;

assim evitam confrontar a realidade que os assusta. E já que no estado alfa se tornam altamente sugestionáveis, reagem aceitando o livro; no mesmo momento em que o fazem, sentem culpa; livram-se dela aceitando a segunda sugestão: dar dinheiro. Isso acontece porque todos estamos condicionados à idéia de que se alguém nos dá algo, nós temos que dar algo em troca e, no caso, o algo é dinheiro.

Eu estava perto o suficiente do devoto para perceber que, enquanto ele “trabalhava”, as pessoas abordadas por ele apresentavam um sinal externo do estado alfa: suas pupilas estavam dilatadas. 10 – Programação Subliminar Subliminares são mensagens ocultas que apenas o subconsciente percebe. Podem ser sonoras, escondidas em uma música; também visuais, na forma de imagens esboçadas tão rapidamente que não há como percebê-las conscientemente;

ou então incorporadas de modo astucioso a uma foto ou desenho. A maioria das fitas de áudio usadas na programação subliminar é feita de sugestões verbais gravadas em freqüências muito baixas. Eu acho essa técnica questionável, porque se as sugestões subliminares não são perceptíveis aos sentidos, não podem surtir efeito algum. Todos sabemos que qualquer coisa gravada abaixo da amplitude audível dos seres humanos é inútil. A técnica de programação subliminar em áudio mais antiga consiste em uma voz que segue o tom da música, e assim se torna indetectável sem um equalizador paramétrico.

Mas ela é patenteada, e quanto eu quis desenvolver minha própria linha de fitas de áudio com programações subliminares, não tive sucesso negociando com os possuidores da patente. Meu advogado, então, obteve cópias das patentes, as quais eu dei a um talentoso engenheiro do ramo e pedi a ele que criasse uma nova técnica. Foi encontrado um modo de sintetizar e modificar psico-acusticamente as mensagens para que fossem reproduzidas na mesma freqüência da música, desse modo aparentando ser parte dela. Percebemos que usando essa técnica fica impossível reduzir as outras freqüências para possibilitar a detecção da programação subliminar mascarada.

Em outras palavras, apesar de as sugestões estarem sendo ouvidas pelo subconsciente, não podem ser detectadas nem mesmo com o equipamento mais sofisticado. Se para nós inventar uma técnica nova foi tão fácil, vendo a tecnologia atual e todo o capital aplicado em publicidade, apenas fico a imaginar quão desenvolvidas essas técnicas devem estar atualmente.

Assusto-me só de pensar sobre toda a propaganda e manipulação comercial a que somos expostos diariamente. Simplesmente não há como saber o que está por detrás da música que ouvimos. É até possível esconder uma segunda voz atrás da principal. As informações levantadas por Wilson Bryan Key documentam o uso mal-intencionado da programação subliminar em comerciais e campanhas políticas, mas especialmente em jornais, revistas e pôsters. A grande questão é: programação subliminar realmente funciona? Eu respondo e garanto: sim, funciona. Digo isso não apenas baseado nos relatos dos que ouviram minhas fitas, mas também porque vi os resultados obtidos por essas programações no departamento musical. Supostamente a única mensagem mascarada nas músicas seria “Não roube”: após nove meses o departamento de uma rede de lojas constatou uma redução de 37% nos roubos.

O Laboratório de Psicofisiologia Cognitiva na Universidade de Illinois, em 1984, publicou um artigo num boletim informativo chamado “Cérebro-Mente” afirmando que cerca de 99% de nossa atividade cognitiva poderia ser inconsciente. O extenso artigo termina fazendo a seguinte afirmação: “Essas descobertas sustentam que o uso da programação subliminar é tão eficiente quanto a hipnose terapêutica, programação neurolingüística ou sugestões gravadas em áudio”. 11 – Manipulação em Massa Poderia relatar muitos casos para sustentar a eficiência da programação subliminar, mas prefiro usar o tempo para alertá-los sobre modos ainda mais sutis em que essa programação é empregada. Pessoalmente compareci a um auditório com mais de 10 mil pessoas reunidas para assistir uma palestra.

Vinte minutos após entrar no local, percebi que estava oscilando entre estados de consciência. Meu acompanhante percebeu a mesma coisa, e por sermos profissionais da área, estávamos cientes do que aquilo significava. Através de uma observação cuidadosa, chegamos à conclusão de que as demonstrações aparentemente espontâneas eram, na verdade, hábeis manipulações. Neste ambiente, o único modo que consegui imaginar para induzir transe em pessoas com olhos abertos seria ressoar uma vibração sonora de 6 ou 7 ciclos por segundo e mascará-la com o ruído do ar condicionado. Essa vibração em particular leva ao estado alfa de consciência. Dez a 25 por cento da população é passível de induções a estados de consciência sonambúlicos.

Para essas pessoas, a sugestão do orador, se não representar perigo a elas mesmas, tem grande potencial de ser aceita como um “comando”. 12 – Vibrato Isso nos leva a mencionar o Vibrato, um efeito tremular utilizado em vocais ou músicas instrumentais. Sua freqüência induz estados alterados de consciência. Em um certo período da história inglesa, os cantores cujas vozes possuíssem o vibrato pronunciado eram proibidos de cantar em público porque os ouvintes entravam em estados alterados e tinham fantasias, muitas das quais eram de natureza sexual. Pessoas que gostam de opera ou cantores como Mario Lanza, estão familiarizadas com esse estado de consciência. 13 – Ondas de Freqüência Extrabaixa Levando esse alerta um pouco mais adiante, menciono aqui as OFE. Um dos primeiros usos dados a essa onda de natureza eletromagnética foi a comunicação entre submarinos. Dr. Andrija Puharich, um respeitadíssimo pesquisador, organizou um experimento na tentativa de advertir os oficiais do Estados Unidos sobre o uso que os russos estavam fazendo dessas ondas. Os voluntários foram conectados a aparelhos para que suas fases cerebrais fossem monitoradas. Após isso, foram colocados em uma sala de metal, impenetrável a sinais comuns. Dr. Puharich então irradiou OFE nos voluntários. Esse tipo de onda atravessa facilmente a terra, e obviamente também passou através do metal.

Para os que estavam dentro da sala era impossível saber se o sinal estava ou não sendo enviado. Após o experimento, através do registro da atividade neural dado pelos equipamentos, Dr. Puharich constatou que 30 por cento dos que estavam dentro da sala após 6 a 10 segundo haviam sido “dominados” pelas OFE. Quando eu digo “dominados”, quero dizer que seus comportamentos seguiram exatamente o previsto para cada freqüência específica. Ondas com menos de 6 ciclos por segundo os tornaram emocionalmente perturbados, até causando disfunções corporais. Ondas com 8.2 ciclos/segundo fazia-los sentirem-se inebriados, como se estivessem em alguma espécie de meditação sublime, que levaria anos para ser aprendida. As ondas de 11.3 ciclos por segundo induziram um comportamento depressivo e ansioso, o que resultou em uma conduta revoltosa. 14 – O Neurofone Dr. Patrick Flanagan, um amigo pessoal, no começo dos anos 60, quando ainda era apenas um adolescente, foi listado como um dos maiores cientistas do mundo pela revista “Life”. Entre as muitas de suas invenções, havia um dispositivo chamado “Neurofone”. Um instrumento eletrônico capaz de programar sugestões através da pele. Ao tentar patenteá-lo, o governo dos Estados Unidos exigiu a prova de que realmente funcionava. Após tê-lo provado, a Agencia de Segurança Nacional confiscou o Neurofone. Patrick perdeu cerca de dois anos em batalhas judiciais para conseguir sua invenção de volta. Ao usar o dispositivo, não se ouve ou vê nada; ele envia mensagens através da pele que, segundo Patrick, é capaz de uma sensibilidade muito especial por possuir mais sensores de calor, toque, dor, vibração e campos elétricos que qualquer outra parte do corpo. Em um de seus testes mais recentes, organizou dois seminários idênticos para espectadores militares. Devido ao grande número de indivíduos, o auditório não era grande o suficiente acomodar todos ao mesmo tempo, então o primeiro seminário seria feito numa noite e o outro na subseqüente. Ao ver que o primeiro grupo se mostrou frio e indiferente, Patrick passou o próximo dia fazendo uma fita especial para utilizar no segundo seminário. A intenção era que a fita instruísse-os a serem cordiais e receptivos, e também para que sentissem um “formigamento” nas mãos. Ela foi reproduzida através do neurofone, que estava conectado a um fio colocado ao longo do teto do auditório. Não havia alto-falantes e nenhum ruído podia ser ouvido, mas, ainda assim, a mensagem foi transmitida do fio diretamente aos cérebros da audiência, que respondeu de acordo com a programação: tornaram-se cordiais e receptivos, suas mãos formigaram e também reagiram de outros modos que não podem ser mencionados aqui. Quanto mais descobrimos sobre o funcionamento do corpo, mais aprendemos a controlar os seres humanos. O mais assustador é saber que os meios para essa “dominação coletiva” já existem. As televisões em sua sala e quarto estão fazendo algo mais que apenas entretê-lo. Antes de continuar, vou explicar mais uma coisa sobre os estados alterados de consciência. Neles, passamos a utilizar o lado direito do cérebro, o que resulta na liberação dos opiáceos naturalmente contidos no corpo: encefálicas e beta-endorfinas. Substâncias que são quimicamente quase idênticas ao ópio. Em outras palavras: você se sente bem e vai querer mais. Testes recentes feitos pelo pesquisador Herbert Krugman mostraram que, ao assistir televisão, a atividade do lado direito do cérebro é maior numa proporção de 2 para 1. Dizendo de modo mais claro, os espectadores estavam num estado alterado de consciência. Durante o tempo em que passaram vendo TV estavam predominantemente em transe. E isso significa que estavam recebendo a “recompensa” de beta- endorfinas. No intuito de medir a intensidade da atenção dos telespectadores, o psicofisiologista Thomas Mulholland do Hospital de Veteranos em Bedford, Massachusetts, conectou alguns jovens voluntários a um dispositivo que desligava a televisão automaticamente ao detectar que as ondas alfa se tornavam preponderantes em seus cérebros. Apesar de dizer para se concentrarem, apenas alguns conseguiram manter a televisão ligada por mais de 30 segundos. Se a maioria dos telespectadores já está hipnotizada, aprofundar o transe é fácil. Um método simples é colocar uma imagem em branco a cada 32 quadros do filme sendo projetado. Isso cria uma pulsação rítmica de 45 ciclos por segundo que apenas é detectada pela mente subconsciente (o lugar ideal para induzir a hipnose profunda). Os comerciais que forem trabalhados em suas características para induzir o estado alfa têm uma probabilidade muito maior de serem aceitos pela audiência. A alta porcentagem de telespectadores passível de indução a estados de consciência sonambúlicos pode muito bem vir a aceitar as sugestões ou comandos desde que não contrariem sua moral, religião ou integridade. A oportunidade para tomar o controle sobre a população está bem aqui: aos 16 anos uma criança já passou de 10 a 15 mil horas assistindo televisão, e isso é mais tempo do que passa na escola! Em média, as TVs permanecem ligadas por volta de 6 horas e 44 minutos por dia, o que representa um aumento de 9 minutos em relação ao ano passado e de três vezes em relação à média dos anos 70. Obviamente não há perspectiva de melhora. Estamos nos transformando em um “mundo alfa”, muito parecido com o proposto por Orwell em 1984: plácido, transparente e obediente. Em uma pesquisa feita por Jacob Jacoby, psicólogo da Universidade de Purdue, constatou-se que 90% das pessoas não entendiam completamente nem a mensagem de um comercial simples. O telespectador típico, um minuto após ter assistido um programa, acerta apenas 13 de 36 perguntas sobre o que acabou de ver. Resultado facilmente previsível, pois ele estava entrando e saindo de transe! Em transe profundo, você deve ser especificamente instruído para lembrar-se dos acontecimentos, do contrário esquece-os automaticamente pela mente subconsciente (o lugar ideal para induzir a hipnose profunda). Os comerciais que forem trabalhados em suas características para induzir o estado alfa têm uma probabilidade muito maior de serem aceitos pela audiência. A alta porcentagem de telespectadores passível de indução a estados de consciência sonambúlicos pode muito bem vir a aceitar as sugestões ou comandos desde que não contrariem sua moral, religião ou integridade. 15 – Epílogo Neste artigo apenas toquei a ponta do iceberg. Ao começar a pensar nas possibilidades de combinação entre mensagens subliminares em músicas e imagens, efeitos visuais hipnóticos, músicas com batidas indutoras de transe, chega-se a inúmeras fórmulas extremamente eficientes para perpetrar lavagem cerebral. A cada hora na frente da TV você se torna mais e mais condicionado. E caso pense “deve haver alguma lei para controlar esse tipo de coisa”, enganou-se. Não há! Existe muita gente poderosa que obviamente prefere as coisas exatamente como estão. Talvez estejam planejando algo? Autor: Dick Sutphen. Tradutor: André Díspore Cancian. Fonte: Psychologie und Landmark Education.
leu leutraix

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